AFP PHOTO / NICHOLAS KAMM
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Trump defende pedido de imunidade de ex-conselheiro e diz que investigação é ‘caça às bruxas’

Mike Flynn concordou em prestar esclarecimentos sobre suas conversas com o embaixador russo em Washington, desde que tenha proteção contra uma ‘acusação injusta’

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2017 | 10h50

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 31, que apoia a decisão de seu ex-conselheiro de Segurança, Mike Flynn, de pedir imunidade em troca de prestar esclarecimentos sobre as possíveis relações entre funcionários de campanha do então candidato à presidência e o governo russo.

Flynn afirmou na quinta-feira 30 que quer ser protegido contra uma “acusação injusta”, se testemunhar antes da comissão de inteligência do Senado e da Câmara dos Deputados, disse o advogado do ex-conselheiro de Trump, Robert Kelner.

“Mike Flynn deve pedir imunidade no que é uma caça às bruxas (desculpa por ter perdido as eleições), pela mídia e os democratas, de proporções históricas”, escreveu o mandatário em sua conta no Twitter.

O senador Angus King afirmou que ainda é muito cedo para discutir imunidade a Flynn. Os esclarecimentos do ex-funcionário podem ajudar a esclarecer as conversas que ele teve com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak em 2016, quando Trump ainda disputava a liderança da Casa Branca.

Flynn pediu demissão no dia 13 de fevereiro, depois da revelação de repetidos contatos com Kislyak sobre as sanções de Washington contra Moscou. / REUTERS

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