Scott Olson/AFP
Scott Olson/AFP

Trump defende proibição da entrada de muçulmanos nos EUA

Segundo magnata, veto duraria até que país conseguisse entender o motivo de tanto ódio

O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2015 | 21h05

O empresário Donald Trump, que lidera as pesquisas para a nomeação do Partido Republicano, defendeu nesta segunda-feira uma "proibição total" da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

"É óbvio, para qualquer um, que o ódio é algo além da compreensão", disse Trump durante um comício. "De onde este ódio vem e quais suas motivações é algo que teremos que investigar. Até que possamos entender esse problema, nosso país não pode ser vítima de ataques horrorosos por parte de pessoas que acreditam apenas na jihad e respeitam a vida humana."

O empresário, que construiu sua campanha ao redor da proposta de deportar imigrantes ilegais, afirmou que tal proibição duraria "até que os representantes do nosso país descubram o que está acontecendo."

As declarações de Trump foram feitas um dia após o presidente Barack Obama pedir a cooperação de comunidades islâmicas nos Estados Unidos e de outros países no combate ao terrorismo. Obama insistiu que os jihadistas "só representam uma pequena fração de mais de 1 bilhão de muçulmanos no mundo todo", incluindo milhões de "patriotas americanos muçulmanos que rejeitam sua ideologia de ódio".

Mais cedo, uma pesquisa feita pela Monmouth University mostrou que o candidato foi ultrapassado pelo senador do Texas, Ted Cruz, como principal escolha para a nominação republicana de Iowa.

O Conselho de Relações Islâmico-Americanas (CAIR, na sigla em inglês) criticou Trump. "Nos perguntamos se Benito Mussolini ressuscitou e está concorrendo à presidência dos EUA", disse o porta-voz da entidade, Ibrahim Hooper. "Esta é uma declaração política premeditada e você só emite uma declaração do tipo se acredita que ela terá apoio na sociedade. Esta é a parte alarmante: ele sabe que conseguirá angariar apoio com declarações fascistas do tipo". 


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