Kevin Hagen / AFP
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Trump demite diretor de agência que assegurou integridade do sistema eleitoral 

Em publicação no Twitter, o republicano justificou a decisão com um comunicado recente emitido por Chris Krebs assegurando a integridade do sistema eleitoral americano

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 21h42

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na noite desta terça-feira, 17, a demissão do diretor da agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (Cisa, na sigla em inglês), Chris Krebs. Em publicação no Twitter, o republicano justificou a decisão com um comunicado recente emitido por Krebs que assegura a integridade do sistema eleitoral americano.

Segundo Trump, a nota é "altamente imprecisa, já que irregularidades massivas e fraude foram encontradas". Sem apresentar provas, o líder da Casa Branca repetiu que houve casos de votos de pessoas mortas, defeitos em máquinas de votação e que observadores foram impedidos de acompanhar a apuração. 

"Portanto, com efeito imediato, Chris Krebs foi destituído como diretor de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura", escreveu Trump.

A demissão de Krebs ocorre no momento em que Trump se recusa a reconhecer a vitória do presidente eleito Joe Biden e afasta funcionários de alto escalão vistos por ele como insuficientemente leais. Ele demitiu o secretário de Defesa, Mark Esper, em 9 de novembro, parte de uma mudança mais ampla que colocou os leais a Trump em posições importantes do Pentágono.

Krebs, um ex-executivo da Microsoft, dirigiu a agência desde sua criação no rastro da interferência russa nas eleições de 2016 até as eleições de novembro. Ele ganhou elogios bipartidários quando a Cisa coordenou esforços locais e estaduais federais para defender os sistemas eleitorais de interferências estrangeiras ou domésticas.

Ele se manteve discreto mesmo quando expressava confiança antes da votação de novembro e, depois, derrubou as acusações de que a apuração estava contaminada por fraude. Em alguns momentos, ele parecia estar repudiando diretamente Trump, um movimento surpreendente de um componente do Departamento de Segurança Interna, uma agência que tem recebido críticas por parecer estar muito aliada aos objetivos políticos do presidente./COM AP e REUTERS

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