Pablo Martinez Monsivais AP Photo
Pablo Martinez Monsivais AP Photo

Donald Trump desembarca em Buenos Aires para reunião do G-20

Em meio a problemas, presidente dos EUA cancelou reunião com Vladimir Putin e terá como foco principal a resolução de tensões comerciais com a China

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2018 | 01h34

BUENOS AIRES  - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou na noite desta quinta-feira, 29, a Buenos Aires para a reunião do G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. Pelo Twitter, ele afirmou que deverá participar de "importantes reuniões" e  que a viagem será "muito produtiva".

O norte-americano aterrissou em solo argentino pouco depois das 23 horas (horário de Brasília) e desceu do avião Air Force One de mãos dadas com sua esposa, Melania Trump. O casal foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, o presidente da Câmara dos Deputados, Emilio Monzó, e o presidente provisório do Senado, Federico Pinedo. 

Trump viajou acompanhado de sua filha e assessora, Ivanka Trump, e seu genro e assessor, Jared Kushner; além do secretário de Estado, Mike Pompeo, e do chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly.

O presidente norte-americano chega ao G-20 com problemas. Nesta quinta, seu ex-advogado Michael Cohen revelou que mentiu ao Congresso para esconder que estava negociando um negócio imobiliário milionário em Moscou em benefício de Trump durante as primárias para as eleições presidenciais dos EUA em 2016.

Encontros com líderes

Nesta sexta-feira, 30, Trump deverá se reunir com o presidente argentino, Mauricio Macri. A expectativa é que o norte-americano participe ainda da assinatura do renovado acordo comercial entre EUA, México e Canadá, conhecido como T-MEC.

Trump permanecerá em Buenos Aires até a noite de sábado, 1, quando encerrará a viagem após um jantar com o presidente da China, Xi Jinping, no qual ambos devem discutir um acordo para frear a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

"Estamos muito perto de fazer algo com a China, mas não sei se quero fazê-lo", afirmou Trump antes de deixar a Casa Branca. "Acredito que a China quer chegar a um acordo, e estou aberto, mas francamente, gosto do acordo que temos agora", acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos também deverá ter reuniões com a chanceler alemã, Angela Merkel; os primeiros-ministros do Japão, Shinzo Abe, e da Índia, Narendra Modi; e os presidentes sul-coreano, Moon Jae-in, e turco, Recep Tayyip Erdogan.

O republicano também cancelou a reunião que teria com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por causa da apreensão pela guarda costeira russa de embarcações ucranianas. \ AP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.