AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Em Israel, Trump ressalta ‘oportunidade’ de levar paz à região e acusa Irã de apoiar 'terroristas'

Presidente reafirmou o ‘vínculo inquebrável’ entre americanos e israelenses, e insistiu que Teerã nunca deve ter autorização para possuir armas nucleares

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2017 | 08h27
Atualizado 22 Maio 2017 | 12h42

TEL AVIV, ISRAEL - O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou nesta segunda-feira, 22, ao desembarcar em Israel, a convicção de que existe uma "rara oportunidade" de levar a paz à região. Além disso, ele acusou o Irã de apoiar os 'terroristas' e insistiu que Teerã nunca deve ter autorização para possuir armas nucleares.

"Temos diante de nós uma rara oportunidade de trazer segurança, estabilidade e paz a esta região", declarou no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, reafirmando ainda o "vínculo inquebrável" entre EUA e Israel.

"Mas só poderemos chegar lá trabalhando juntos. Não há outro caminho", disse. "Eu vim a esta terra sagrada e antiga para reafirmar o vínculo inquebrável entre EUA e o Estado de Israel", afirmou o mandatário.

Trump se recolheu em frente ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, tornando-se o primeiro presidente americano em exercício a visitar o santuário do judaísmo. Ele colocou a mão no muro e deslizou, segundo a tradição, um pedaço de papel nas fendas entre as pedras. O presidente foi ao Muro sem ser acompanhado por qualquer líder israelense.

Pouco antes, o chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, afirmou que existe uma "oportunidade de fazer progredir as conversações de paz" entre israelenses e palestinos. O presidente "tem a sensação de que há uma oportunidade", declarou o secretário de Estado americano a bordo do avião presidencial Air Force One pouco antes do pouso.

"O presidente destacou que está disposto a se envolver pessoalmente", completou. O otimismo da administração Trump a respeito do processo de paz se deve ao "ambiente, às circunstâncias em toda a região. Isso é o que o presidente tenta ressaltar nesta viagem", afirmou Tillerson.

"Os países árabes, Israel, EUA, todos enfrentamos a mesma ameaça: o avanço do grupo Estado Islâmico, das organizações terroristas", destacou. "Penso que isto cria uma dinâmica diferente.”

Questionado sobre as informações sigilosas que Trump teria repassado a autoridades russas sem o aval de Israel, Tillerson minimizou a importância do assunto. "Não acredito que existam razões para pedir desculpas. Se os israelenses têm perguntas ou pedidos de esclarecimento, nós responderemos", concluiu.

Acusações. Donald Trump acusou com veemência o apoio do Irã aos "terroristas" e insistiu que Teerã nunca deve ter autorização para possuir armas nucleares. "EUA e Israel podem afirmar com uma única voz que o Irã nunca deve ser autorizado a possuir uma arma nuclear - nunca, jamais - e que deve cessar o financiamento, o treinamento e o equipamento mortais de terroristas e milícias", declarou ele em um breve discurso na presença do presidente israelense, Reuven Rivlin.

De acordo com o presidente republicano, há uma "tomada de consciência crescente" entre os países árabes da região que compartilham uma "causa comum" com Israel sobre "a ameaça que supõe o Irã".

Alguns minutos antes, o presidente israelense havia criticado em termos pesados o comportamento de Teerã. "Temos que garantir (...) que não vamos acordar em um pesadelo, com o Irã, o grupo Estado Islâmico e o Hamas em nossas fronteiras", declarou Rivlin. "Para poder sonhar, devemos assegurar que o Irã esteja fora de nossas fronteiras, fora da Síria e do Líbano." / AFP e EFE

Veja abaixo: Trump faz discurso contra o terrorismo em Riad​

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