Evan Vucci / AP
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Trump deve lançar pacote contra Pequim

Presidente acusa Pequim do que considera um contínuo esforço da China para roubar informações comerciais e tecnologia avançada e comprometer computadores do governo e de corporações dos EUA

Ellen Nakashima e David J. Lynch / THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2018 | 05h00

O governo de Donald Trump está preparando uma série de ações para acusar Pequim pelo que considera um contínuo esforço da China para roubar informações comerciais e tecnologia avançada e comprometer computadores do governo e de corporações dos EUA.

Várias agências governamentais devem engrossar as acusações, citando uma campanha de espionagem documentada e a violação de um pacto de 2015 estabelecido para impedir o espionagem comercial. 

A ação mais significativa talvez seja o esperado anúncio pelo Departamento de Justiça do indiciamento de inúmeros hackers suspeitos de trabalhar para um serviço de informações chinês e participar de uma longa campanha de espionagem que teve por alvo redes cibernéticas dos EUA.

Ao mesmo tempo, o governo pretende liberar informações sigilosas sobre violações que ocorrem desde de 2014 e punir alguns dos supostos responsáveis, disseram fontes, acrescentando que outras ações são esperadas, mas sem dar detalhes. A investida americana é uma grande campanha contra as crescentes tentativas chinesas de desalojar os EUA da liderança mundial em tecnologia, segundo as fontes. 

Trump quer desmontar o modelo econômico estatal chinês, temendo que os gigantes do país, fortemente subsidiados – e armados com tecnologia americana roubada ou obtida por coerção – deem a empresas chinesas vantagens desleais no mercado global.

Em março, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, divulgou relatório acusando a China de um agressivo esforço para se apossar de tecnologia americana por meio de joint ventures, aquisição de empresas e roubo cibernético.

No mês passado, Lighthizer disse que, apesar das reiteradas queixas dos EUA e da taxação de mais de US$ 250 bilhões sobre importações de produtos chineses, “a China não alterou suas atitudes, políticas e práticas relacionadas à transferência de tecnologia, propriedade intelectual e inovação”. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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