AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
AP Photo/Pablo Martinez Monsivais

Trump dissolve conselhos empresariais após renúncias de executivos por polêmica racista 

Trump tomou a decisão depois que sete líderes empresariais renunciaram esta semana após a reação do presidente ao que aconteceu em Charlottesville no fim de semana, quando um neonazista foi preso após atropelar e matar uma mulher e ferir outras 19 pessoas

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 15h20

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, eliminou nesta quarta-feira, 16, dois conselhos de assessoria econômica da Casa Branca formada por líderes empresariais, após a demissão de vários deles esta semana em protesto à reação do republicano diante dos incidentes racistas de Charlottesville (Virgínia). 

"Mais do que colocar pressão aos empresários do Conselho de Indústrias Americanos e ao Fórum de Estratégia e Política, vou acabar com ambos. Obrigado a todos!", anunciou o presidente em uma mensagem divulgada em sua conta na rede social Twitter. 

 

Trump tomou a decisão depois que sete líderes empresariais renunciaram esta semana após a reação do presidente ao que aconteceu em Charlottesville no fim de semana, quando um neonazista foi preso após atropelar e matar uma mulher e ferir outras 19 pessoas, todos integrantes de um grupo de manifestantes antifascistas que protestavam contra a marcha dos supremacistas. 

Pouco antes de o presidente anunciar o fim desses foros empresariais, a conselheira-delegada da empresa de alimentação Campbell Soup, Denise Morrison, informou que estava renunciando a seu posto no Conselho de Industriais Americanos. 

"O racismo e o assassinato são inequivocamente reprováveis e não são moralmente equivalentes a qualquer outra coisa que aconteceu em Charlottesville", afirmou Denise em comunicado. "Acredito que o presidente deveria ter sido, e ainda deve ser, inequívo nesse ponto", afirmou a executiva. Líderes empresariais de companhias conhecidas como Intel, Merck e Under Armour seguiram os mesmos passos nos últimos dias. / EFE 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.