Odd ANDERSEN and Jim WATSON / AFP
Odd ANDERSEN and Jim WATSON / AFP

Trump diz a Putin que quer evitar uma corrida de armas entre EUA, Rússia e China 

Os dois conversaram por telefone sobre temas atuais de estabilidade estratégica e controle de armas, segundo comunicados da Casa Branca e do Kremlin 

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 17h05

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 23, ao líder russo, Vladimir Putin, que quer evitar uma corrida armamentista com a Rússia e a China. Os dois conversaram por telefone sobre temas atuais de estabilidade estratégica e controle de armas, segundo comunicados da Casa Branca e do Kremlin. 

“O presidente Trump reiterou sua esperança de evitar uma corrida armamentista dispendiosa entre China, Rússia e EUA e que busca um progresso nas negociações iminentes sobre controles de armas em Viena”, disse o porta-voz da Casa Branca Judd Deere.

De acordo com o governo russo, os dois líderes também debateram o programa de armas nucleares do Irã. “A necessidade de esforços coletivos para manter a estabilidade regional e o regime global de não-proliferação nuclear foi enfatizada dos dois lados”, informou o Kremlin. A Casa Branca não mencionou o Irã. 

Os EUA dizem que, sendo uma potência detentora de armas nucleares em crescimento, a China deveria se juntar a eles e à Rússia em um novo tratado — mas as estimadas 290 ogivas chinesas formam um conjunto muito pequeno diante dos arsenais americano e russo.

A China tem se esquivado. No início deste mês, um diplomata chinês graduado disse que seu país ficaria contente de conversar com EUA e Rússia sobre controle de armas, mas somente se Washington estiver disposto a reduzir seu arsenal nuclear para o nível do chinês, que é cerca de 20 vezes menor.

De acordo com o Kremlin, as partes confirmaram a validade das consultas bilaterais sobre essas questões, incluindo as relativas ao acordo nuclear Start 3, que expira em 2021.

No dia 8 de abril, quando se passaram dez anos desde que o tratado foi assinado em Praga pelos presidentes na época, o russo Dimitri Medvedev e americano Barack Obama, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que considerava "essencial" preservar o pacto e se disse otimista a respeito de uma resposta "pronta e positiva" de Washington.

Putin também propôs em dezembro a prorrogação da vigência do acordo "sem quaisquer condições prévias".

Projeto conjunto 

Outro assunto mencionado foi a interação comercial e econômica entre os dois países, além da cooperação entre ambos no combate ao novo coronavírus.

Putin e Trump ainda celebraram o 45º aniversário do programa Apollo-Soyuz, o primeiro projeto conjunto entre os dois países no espaço. /REUTERS e EFE 

 

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