AP Photo/Susan Walsh
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Trump diz agora não ter gravações de suas conversas com o ex-diretor do FBI

No mês passado, presidente afirmou que "esperava haver gravações" de conversa na qual, segundo Comey, ele o pressionou para parar investigação sobre interferência russa na eleição

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2017 | 14h33

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 22, que não fez nem possui gravações de suas conversas com o ex-diretor do FBI James Comey.

No mês passado, o republicano afirmou - após Comey acusá-lo de pressioná-lo para desistir da investigação sobre a intervenção da Rússia em sua eleição - que "esperava haver gravações sobre o encontro". 

 

"Com tudo que foi recentemente divulgado sobre vigilância eletrônica e vazamento de informações, não tenho ideia se existem gravações de minhas conversas com James Comey", escreveu em sua conta no Twitter. "Mas eu não fiz essas gravações, nem as tenho." / AP

 

Em sua audiência perante o Comitê de Inteligência do Senado, semanas atrás, Comey disse que esperava que as primeiras alegações de Trump fossem verdadeiras. "Deus, espero que haja gravações", declarou. Trump fez um registro escrito das conversas com Trump no Salão Oval da Casa Branca.

O ex-diretor do FBI era responsável pela análise da interferência russa nas eleições americanas de 2016, e a investigação estava concentrada no general Michael Flynn, nomeado por Trump para ser seu conselheiro de Segurança Nacional.

De acordo com Comey, Trump pediu-lhe que se “esquecesse” de Flynn. Desde o polêmico tuíte de Trump, diversos deputados chegaram a pedir explicações formais à Casa Branca, para que negue a existência delas ou as divulgue. O prazo para a Casa Branca se manifestar acabaria amanhã.

No começo deste mês, em uma cerimônia na Casa Branca, Trump teve a chance de encerrar a polêmica, mas ele preferiu manter o suspense.  “Vocês vão ter que esperar mais um pouco. E vão ficar muito desapontados com a resposta”, disse à imprensa. 

Ainda ontem, a porta-voz adjunta da Casa Branca, Sarah Huckabee, disse que o presidente não se arrepende do tuíte que gerou essa polêmica.  Questionada sobre o motivo por que Trump demorou 41 dias para desmentir o mal-entendido que provocou, Huckabee se limitou e dizer que “as declarações no Twitter são bem claras e eu não tenho mais nada a dizer sobre isso”. 

As investigações sobre a interferência russa na eleição agora são conduzidas por um promotor especial, o ex-diretor do FBI Robert Muller. Segundo o jornal Washington Post, elas envolvem, além de Flint, o genro de Trump, Jared Kushner. O presidente pode responder por obstrução de Justiça. /AFP

 

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