AP Photo/Matt York
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Trump diz esperar que jogadores da NFL 'respeitem' país e bandeira 

As declarações de Trump têm ampliado a polêmica que começou na sexta-feira, depois que o astro da NBA, Steph Curry, mostrou resistência a um convite do republicano para conhecer a Casa Branca

O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2017 | 17h07

WASHINGTON -  O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar nesta terça-feira, 26, que espera que os membros da Liga de Futebol Americano (NFL) "respeitem" o país e a bandeira americana. Ele deu as declarações durante uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, na Casa Branca.    

Nos últimos dias, alguns jogadores da liga têm realizado o protesto se ajoelhando ou levantando os punhos cerrados durante o hino americano para protestar contra o tratamento policial dado aos negros e à injustiça social no país.    

Hoje mais cedo, no Twitter, Trump deu sequência aos ataques contra a NFL e afirmou que a audiência das partidas caiu por causa dos protestos dos jogadores. "As audiências da NFL estão caindo, exceto antes de o jogo começar, quando as pessoas sintonizam para ver se nosso país será ou não respeitado", afirmou Trump nas redes sociais.

Segundo o presidente, a vaia registrada na noite de ontem na partida entre o Dallas Cowboys e o Arizona Cardinals foi a mais alta que ele já ouviu. 

Nos jogos de domingo, equipes como o Pittsburgh Steelers e o Seattle Seahawks permaneceram no vestiário quando o hino nacional era executado. Outros times fizeram protestos similares, dando os abraços durante a cerimônia tradicional antes das partidas.

Os protestos foram uma reação às declarações de Trump, que pediu aos donos das equipes para demitir os jogadores que protestarem. O presidente reforçou que essas manifestações não têm nada a ver com o racismo e acusou os atletas de desrespeitarem a bandeira dos EUA. 

Ontem, os Cowboys inovaram no protesto. Todos os jogadores e o dono da equipe, Jerry Jones, se ajoelharam antes do hino nacional. Para a execução do hino, no entanto, eles se levantaram e estavam com os braços entrelaçados.

Trump destacou o fato de todos os jogadores do Dallas terem se levantado para ouvir o hino. "Estão fazendo um grande progresso - todos amamos nosso país", escreveu o presidente sobre o assunto.

No entanto, Trump voltou a pedir que a NFL tome algum tipo de atitude em relação aos protestos durante o hino nacional. "A NFL tem todos os tipos de regras e regulações. A única saída para eles é estabelecer uma regra para que não se possa ajoelhar durante o hino nacional", afirmou o presidente. 

As declarações de Trump têm ampliado a polêmica que começou na sexta-feira, depois que o astro da NBA, Steph Curry, mostrou resistência a um convite republicano para que ele e seu time, o Golden State Warriors, visitassem a Casa Branca. Trump postou um tuíte desconvidando o jogador e diversos atletas saíram em defesa de Curry.  

“Eu não quero ir. Isso faz parte do que eu acredito. Não se trata apenas de ir à Casa Branca, seria apenas uma conversa rápida, mas trata-se da organização, do time. É difícil dizer, porque não sei o que vamos fazer, mas minha crença continua a mesma”, declarou o armador, na sexta-feira.

Motivado pelas declarações de Curry, que considerou ‘hesitantes’, o político anunciou o cancelamento do convite ao Golden State Warriors para conhecer a Casa Branca. “Ir à Casa Branca é considerado uma grande honra para um time campeão. Stephen Curry está hesitando e, portanto, o convite está cancelado”, escreveu Trump em sua página no Twitter. / AP e EFE 

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