Susan Walsh / AP
Susan Walsh / AP

Aliados pressionam Trump a aceitar pacto para evitar paralisação

Congressistas têm até sexta-feira para evitar novo congelamento do governo federal

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2019 | 17h32
Atualizado 12 de fevereiro de 2019 | 19h56

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 12, que não está contente com o acordo alcançado entre democratas e republicanos no Congresso para evitar o fechamento do governo na sexta-feira. Trump evitou confirmar se assinará o acordo, mostrando que ainda está dividido entre a ala moderada do partido, que defende o pacto, e a radical, que é contra o compromisso.

O principal motivo da insatisfação do presidente é que a orçamento não inclui a verba para a construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México – promessa de campanha de Trump, que na época garantiu que a obra seria financiada pelo país vizinho. “Não posso dizer que estou feliz. Não estou contente”, disse ele hoje após uma reunião de gabinete.

O acordo inclui US$ 1,375 bilhão para a ampliação de uma cerca que já existe em alguns trechos da fronteira. A quantia é menor do que o US$ 1,6 bilhão aprovado pelo Congresso em dezembro, proposta que o próprio Trump recusou – o que seria um indicativo de que ele vetaria a proposta atual. 

No entanto, mesmo em meio à insatisfação, o presidente afirmou que não acredita numa nova paralisação. Se isso ocorrer, segundo ele, “a culpa será dos democratas”, que hoje têm maioria na Câmara dos Deputados. O fato de o presidente emitir sinais dúbios é interpretado em Washington como um sinal de que ele está indeciso. 

A ala mais radical do Partido Republicano exige que ele se mantenha firme e cumpra a promessa de campanha de construir o muro. Os congressistas mais moderados, porém, não querem enfrentar o desgaste de mais uma paralisação do governo, que pode afetar a popularidade dos republicanos, e fazem pressão para que Trump aceite os termos do acordo. 

Pressão 

Se os líderes republicanos e democratas acertarem um proposta orçamentária, o pacto ainda precisa de ser aprovado nas duas Casas do Congresso e, em seguida, ser sancionado por Trump. O senador republicano Mitch McConnell, líder do partido no Senado, disse que o acordo foi o melhor que se pôde obter no Congresso. “A proposta financia quilômetros de novas barreiras de fronteira para que o governo possa trabalhar com previsibilidade e certeza”, disse. 

Republicanos no Senado montaram uma campanha para convencer o presidente. Como argumento, eles dizem que venceram a resistência dos democratas em financiar mais abrigos para imigrantes ilegais e ampliar a cerca na fronteira. “É uma negociação. Significa que os dois lados não estão contentes”, disse o senador republicano John Cornyn. /NYT


 

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