REUTERS/Jonathan Ernst
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Trump diz não ter contado aos russos que inteligência sobre o EI vinha de Israel

Ao lado de Netanyahu, presidente afirma não ter usado nome do país em conversa com chanceler

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2017 | 14h18

JERUSALÉM - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 22, durante encontro com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, que ele não detalhou a autoridades russas que vinha de Israel a informação sigilosa compartilhada numa reunião na Casa Branca no dia 10 com o chanceler Serguei Lavrov e o embaixador Serguei Kislyak. 

Questionado por repórteres que cobrem sua visita ao país se tinha fornecido dados de inteligência recolhidos por Israel junto ao Estado Islâmico pelos russos, Trump disse:"Para você entender:nunca usei o nome de Israel durante a conversa. Não falei no nome de Israel."

Netanyahu, por sua vez, disse não estar preocupado com o incidente. Segundo ele, as relações bilaterais com os Estados Unidos são ótimas, sobretudo no campo do antiterrorismo. 

"A cooperação nunca foi melhor", disse o premiê.

Nos bastidores, no entanto, agentes israelenses cobraram com veemência seus colegas americanos depois de Trump dizer a Lavrov e Kyslyak que tinha interceptado um plano do EI para atacar aviões comerciais com notebooks - uma informação obtida por Israel e repassada aos americanos, sem permissão de dá-la aos russos. 

 

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