Christian Bruna/EFE
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Trump diz que aliados farão gasto adicional em Defesa após sua ameaça de deixar Otan; Macron nega

Presidente francês negou que o aumento seja maior do que os 2% do PIB já combinados; líder americano afirmou que comprometimento com Otan ‘continua muito forte’ após cúpula em Bruxelas

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 08h44

BRUXELAS - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 12, que o comprometimento de Washington com a Otan “continua muito forte”, após a cúpula em Bruxelas, e disse que aliados assumiram compromissos sem precedentes para aumentar os gastos com suas próprias defesas. Contudo, o presidente da França, Emmanuel Macron, negou que o aumento tenha sido maior do que os 2% do PIB já combinados.

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“Há um comunicado que foi publicado ontem. É muito detalhado. Ele confirma que o objetivo é (aumentar) 2% até 2024”, disse ele.

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“A Otan está muito mais forte agora do que estava há dois dias”, ressaltou Trump a repórteres. Ele descreveu uma reunião de crise não planejada entre os 29 líderes da organização nesta manhã como “fantástica” e que teve “um ótimo espírito colegial”.

“Os EUA não foram tratados de maneira justa, mas agora somos. Acredito na Otan", completou Trump em uma entrevista coletiva.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, convocou nesta quinta-feira uma reunião para abordar o gasto militar nacional dos aliados, após as críticas de Trump.

Na quarta-feira, o presidente americano disse que a Alemanha é “refém” da Rússia por sua dependência do gás russo e se referiu ao compromisso do governo alemão com o gasoduto Nord Stream II.

Pouco depois, a chefe do governo alemão, Angela Merkel, defendeu o direito de seu país de tomar suas próprias decisões. "Eu mesma experimentei uma parte da Alemanha controlada pela URSS. Estou muito satisfeita que hoje estejamos unidos em liberdade como República Federal da Alemanha e que, portanto, também possamos (...) tomar decisões independentes", disse ela ao chegar à cúpula.

Moscou

Nesta quinta-feira, o Kremlin afirmou que as críticas de Trump contra o projeto do gasoduto são uma forma de "concorrência desleal". "Nós consideramos (estes ataques) como concorrência desleal. Trata-se de uma tentativa de obrigar os clientes europeus a comprar GNL mais caro, que pode ser fornecido de outros lugares", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. / REUTERS e AFP

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