Ozan Kose / AFP
Ozan Kose / AFP

Trump diz que caso Khashoggi foi um dos 'piores acobertamentos da história'

Departamento de Estado anuncia revogação dos vistos dos envolvidos no caso e abre possibilidade de sanções econômicas

O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2018 | 19h29

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 23, que a morte do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul conduziu a um dos "piores acobertamentos da história". 

"Eles tiveram uma ideia muito ruim, para começar. Foi mal executada e o acobertamento foi um dos piores da história", declarou Trump do Salão Oval da Casa Branca. 

Ainda nesta terça-feira, o Departamento de Estado americano anunciou a revogação dos vistos americanos dos envolvidos na morte do jornalista - um total de 21 pessoas - e avaliará a possibilidade de impor sanções aos responsáveis. 

O secretário de Estado, Mike Pompeo, explicou que seu departamento está trabalhando com o Departamento do Tesouro para estudar a possibilidade de aplicar sanções aos supostos responsáveis pelo crime, invocando a lei Global Magnitsky, que permite ao Executivo castigar os envolvidos em violações de direitos humanos. 

As punições, segundo o secretário, não serão a última palavra dos EUA nesse caso. "Estamos deixando muito claro que os EUA não tolerarão essa ação para silenciar o sr. Khashoggi, um jornalista, por meio da violência."

Esta é a primeira medida tomada pelo governo de Donald Trump desde o início do escândalo. Segundo o secretário de Estado, a Casa Branca está "tomando as medidas apropriadas" contra a Arábia Saudita. No entanto, ele afirmou que seu país continuará a manter uma forte parceria com o reino da Arábia Saudita.       

Pompeo, o principal diplomata do governo Trump, ainda disse que alguns dos responsáveis pela morte de Khashoggi estão nos serviços de inteligência da Arábia Saudita, na Corte Real e no Ministério das Relações Exteriores, entre outras agências.       

Pelo menos 21 suspeitos sauditas terão seus vistos revogados ou ficarão inelegíveis para os vistos americanos, segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. / AFP e Ansa

 

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