Brendan Smialowski/AFP
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Trump diz que 'comunismo é passado' e volta a criticar Cuba e Venezuela

Em celebração do Mês do Patrimônio Hispânico, presidente dos EUA também reafirmou que não vai suspender sanções contra Cuba

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2017 | 17h23

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 6, que "o comunismo é passado" e que "a liberdade é o futuro" durante a celebração do Mês do Patrimônio Hispânico na Casa Branca. Na ocasião, ele voltou a criticar os governos de Cuba e Venezuela.

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Na cerimônia, realizada na Ala Leste da Casa Branca com mais de 200 líderes de negócios e religiosos da comunidade hispânica nos EUA, Trump lembrou que seu governo adotou diversas medidas para defender as "pessoas boas" de Cuba e Venezuela. 

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"Não suspenderemos as sanções ao regime cubano" enquanto não houver "liberdade" na ilha, enfatizou Trump, que já expressou em várias ocasiões a sua oposição ao fim do embargo caso não veja "reformas fundamentais" em Cuba.

Sobre a Venezuela, Trump reafirmou sua rejeição à opressão "que está sendo feita pelo regime socialista" do presidente Nicolás Maduro.

O governante também mencionou Porto Rico ao ressaltar a "longa recuperação" que a ilha tem pela frente após a passagem do furacão Maria, e citou as vítimas do recente terremoto no México, enfatizando que o colega mexicano, Enrique Peña Nieto, é um "presidente maravilhoso".

Junto ao presidente americano participaram da cerimônia a primeira-dama, Melania Trump, e dois dos hispânos de maior patente da equipe de Trump: o secretário de Trabalho, Alexander Acosta, e a tesoureira do Governo, Jovita Carranza. 

A cerimônia é realizada todos os anos na Casa Branca para homenagear o legado da comunidade latina nos Estados Unidos, embora nesta sexta-feira várias organizações tenham decidido boicotar a festividade.

Relações com Cuba. Washington e Havana surpreenderam o mundo no final de 2014 ao anunciar um processo de aproximação que levou ao restabelecimento das relações diplomáticas formais em 2015.

A aproximação incluiu um processo de "normalização" das relações que deveriam desmantelar a emaranhada base jurídica sobre a qual se apoia o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba. No entanto, com a chegada de Trump à Casa Branca, esse processo se estagnou.

Em julho, durante um ato em Miami, Trump anunciou o fim da política de Washington em relação à Cuba adotada pela administração Obama e a adoção de uma linha mais enérgica, sem o levantamento das sanções.

As relações bilaterais estão sob forte tensão após denúncias do departamento de Estado de "ataques" adiplomatas americanos em Havana.

Como resultado dessa denúncia, os Estados Unidos reduziram sua equipe na embaixada em Havana e expulsaram 15 diplomatas da representação cubana em Washington. / AFP e EFE

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