EFE/ Anatoly Maltsev
EFE/ Anatoly Maltsev

Trump diz que encontro com Putin foi melhor que reunião da Otan

Presidente americano faz novos elogios ao presidente russo um dia depois de reunião bilateral e critica imprensa por não retratar encontro de forma favorável; na semana passada, ele atacou aliados e exigiu que a União Europeia gaste mais com defesa

O Estado de S.Paulo

17 Julho 2018 | 11h50
Atualizado 17 Julho 2018 | 15h08

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 17, que a reunião bilateral que realizou na véspera com o líder russo Vladimir Putin foi "ainda melhor" do que o encontro com os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), apesar da grande quantidade de críticas que recebeu em seu próprio país.

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"Embora eu tenha tido uma grande reunião com a Otan, conseguindo grandes quantias de dinheiro, tive um encontro ainda melhor com Vladimir Putin, da Rússia", escreveu o presidente americano em sua conta no Twitter. "Infelizmente, não está sendo relatado (pela imprensa) desta forma. As Notícias Falsas estão enlouquecendo", completou, usando o termo com o qual costuma se referir aos veículos de imprensa que o criticam.

Trump está sendo duramente criticado por aliados e adversários desde a entrevista que manteve na segunda-feira com Putin, na Finlândia, quando publicamente menosprezou a convicção dos órgãos de Inteligência dos EUA sobre a ingerência russa nas eleições presidenciais americanas de 2016.

Nessa entrevista, Trump afirmou que perguntou a Putin sobre a suposta ingerência da Rússia nas eleições. Putin "me disse que não foi a Rússia. Só direi que não vejo razão alguma para que tenha sido", expressou Trump, em uma declaração que, na prática, ignorou as conclusões de órgãos da Inteligência e do próprio Departamento de Justiça.

Dias antes dessa reunião com Putin, o Departamento de Justiça acusou formalmente 12 cidadãos russos pela ingerência nas eleições de 2016.

Por isso, legisladores e ex-funcionários do Partido Republicano e do Partido Democrata classificaram o desempenho de Trump como "vergonhoso", "covarde" e até "à beira da traição".

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Em outra mensagem no Twitter, Trump até agradeceu ao único senador republicano que saiu em sua defesa, Rand Paul, que, coincidentemente, se opôs a várias iniciativas de lei da Casa Branca por considerar que não são conservadoras o suficiente.

Em uma entrevista à emissora CNN, Paul disse que as críticas ao presidente obedecem a uma "síndrome mental anti-Trump".

Com relação à cúpula da Otan, Trump afirmou nesta terça que os países que compõem o bloco "pagarão mais centenas de milhões de dólares no futuro, somente graças a mim". "A imprensa apenas diz que fui descortês com os outros líderes, mas nunca menciona o dinheiro!", se defendeu. / AFP

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