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Trump diz que está disposto a encontrar os líderes do Irã sem 'condições prévias'

Presidente americano diminuiu tom após troca de mensagens agressivas com autoridades iranianas; ele estabeleceu 12 condições necessárias para que EUA voltem ao acordo nuclear de 2015

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2018 | 17h53

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 30, que está disposto a se reunir com os líderes do Irã "sempre que quiserem" e "sem condições prévias". A declaração vem uma semana depois do aumento de tensões entre Washington e Teerã. "Eu me reuniria com (os líderes) Irã caso eles quisessem. No entanto, não sei se estão prontos", disse Trump em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, na Casa Branca.

Na última segunda-feira, depois de um aviso do presidente iraniano, Hassan Rohani, para Trump não "brincar com a cauda do leão", o presidente americano respondeu com uma mensagem agressiva pelo Twitter, escrita em letras maiúsculas. "NUNCA MAIS AMEACE OS ESTADOS UNIDOS OU IRÁ SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS COMO POUCOS NA HISTÓRIA SOFRERAM ANTES", disse. "NÃO SOMOS MAIS UM PAÍS QUE APOIARÁ SUAS PALAVRAS DEMENTES DE VIOLÊNCIA E MORTE, TENHA CUIDADO!", acrescentou.

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Poucas horas depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, respondeu também pelo Twitter e em letras maiúsculas. "NÃO ESTAMOS IMPRESSIONADOS". "Nós existimos há milênios e vimos a queda de impérios, incluindo o nosso, que durou mais que a vida de alguns países. SEJA PRUDENTE!", disse Zarif.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que a prioridade de Trump é "a segurança do povo americano" e a garantia de que Teerã não adquira armas nucleares.

O Irã e os Estados Unidos romperam relações diplomáticas em 1980. Em 8 de maio, Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015, e a retomada das sanções contra esse país.

Washington responsabiliza Teerã por desempenhar um papel "desestabilizador" no Oriente Médio e determinou doze condições necessárias para um novo acordo com o país. / AFP

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