Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Trump diz que estava sendo 'sarcástico' sobre injeção de desinfetante

Presidente dos EUA sugeriu método para limpar pulmões contra coronavírus e chocou comunidade científica com fala em entrevista

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2020 | 01h52

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, minimizou na sexta-feira (24) suas declarações sobre o uso de injeções de desinfetante para combater o novo coronavírus. Trump disse que foi sarcástico quando sugeriu que as pessoas poderiam tentar o método. "Eu estava fazendo uma pergunta sarcástica a repórteres como vocês, apenas para ver o que aconteceria", disse a jornalistas na Casa Branca.

Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira, Trump perguntou aos cientistas presentes sobre o papel dos desinfetantes na morte do coronavírus. "Destrói (o vírus) em um minuto. Um minuto. E existe uma maneira de fazer isso com uma injeção ou como uma limpeza interna? Porque você vê que o vírus entra e se multiplica tremendamente nos pulmões", disse ele. 

O presidente frequentemente faz provocações aos jornalistas em suas coletivas e, na quinta-feira, chamou dois deles de "falsos". Ele também repetiu suas queixas frequentes de que a mídia o trata de forma injusta e minimiza suas realizações. No entanto, ao discutir sobre as injeções, Trump nem chegou à fase de perguntas e respostas e todas as falas foram entre ele e outras autoridades.

Comentário causou polêmica

Joe Biden, candidato democrata para enfrentar Trump nas eleições de novembro, se juntou à enxurrada de piadas na internet e declarou: "Não posso acreditar que tenha dito isso, mas por favor, não bebam água sanitária". 

O grupo do popular produto doméstico Lysol disse em comunicado que "sob nenhuma circunstância nossos desinfetantes devem ser administrados ao corpo humano (por injeção, ingestão ou qualquer outra via)". 

A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, disse que a mídia tirou o "presidente Trump do contexto", mas não disse que ele estava sendo sarcástico.

Os Estados Unidos registraram 1.258 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo a Universidade John Hopkins. Estas mortes elevam a 51.017 o número total de óbitos por covid-19 no país - o mais castigado pela pandemia. / AFP

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