AFP PHOTO / SERGEI KARPUKHIN
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Trump diz que Kremlin deve estar rindo dos americanos por investigações sobre ligação com russos

Presidente defende que essa é uma ‘péssima desculpa’ dos democratas para justificar a derrota de sua ex-rival nas eleições, a democrata Hillary Clinton

O Estado de S.Paulo

30 Maio 2017 | 12h51

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, considerou nesta terça-feira, 30, que o governo da Rússia deve estar rindo dos americanos pela investigação destinada a determinar se o Kremlin teve influência no resultado das eleições de 2016.

Além disso, o republicano considerou que a investigação russa é uma "péssima desculpa" dos democratas para justificar a derrota eleitoral de sua rival, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e criticou o fato de este assunto predominar no ciclo informativo dos "falsos" noticiários, termo depreciativo com o qual se refere a alguns meios de comunicação.

"Os funcionários russos devem estar rindo dos EUA e de como uma desculpa ruim sobre o porquê dos democratas terem perdido as eleições domina os noticiários falsos", disse Trump em sua conta no Twitter.

Nos últimos meses, ele já havia criticado a investigação sobre as relações de sua campanha com o governo russo, a qual denominou de "caça às bruxas".

Os últimos comentários de Trump chegam depois que foi veiculado na semana passada que seu genro e conselheiro, Jared Kushner, havia tentado estabelecer um canal de comunicação secreto com o governo russo para evitar o serviço de inteligência de seu país.

O jornal The Washington Post revelou na sexta-feira 26 que Kushner pediu em dezembro ao embaixador russo nos EUA, Serguei Kislyak, que estabelecesse um canal de comunicação secreto entre a campanha de Trump e o Kremlin durante o período de transição, antes da posse do magnata no dia 20 de janeiro.

Essa última revelação teve graves consequências, pois o FBI (Polícia Federal americana) e várias comissões do Congresso estão investigando há meses a interferência da Rússia nas eleições presidenciais americanas e os possíveis laços entre o Kremlin e a campanha de Trump. / EFE

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