REUTERS/Christophe Petit Tesson
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Trump diz que ‘Paris já não é mais Paris’ e Hollande rebate críticas

Presidente francês afirmou que não é bom expressar ‘oposição a um país amigo’ e alfinetou magnata dizendo que na França ‘não há livre circulação de armas e pessoas que disparam umas contra as outras’

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2017 | 18h19

PARIS - O presidente da França, François Hollande, rebateu as críticas de seu colega americano, Donald Trump, de que “Paris já não é mais Paris”, e disse que “nunca é bom” expressar “oposição a um país amigo”.

“Nunca é bom expressar a menor oposição a um país amigo”, afirmou Hollande no sábado durante a inauguração do Salão Anual da Agricultura na capital francesa. “Não faço isso com um país amigo e peço que o presidente americano não faça com a França.”

O presidente francês destacou que ele também podia criticar os atentados realizados nos EUA por cidadãos locais. “Não farei comparações, mas aqui não há livre circulação de armas e pessoas que disparam umas contra as outras indiscriminadamente.”

Na sexta-feira, Trump mencionou durante a conferência anual dos conservadores americanos um “amigo” que não viaja mais à cidade francesa. Destacando os episódios de terrorismo registrados na região e os controles nas fronteiras, ele defendeu sua política migratória citando França, Suécia e a Europa em geral como exemplos de localidades em que suas medidas seriam necessárias.

“Paris já não é Paris” e “a segurança nacional começa pela segurança nas fronteiras”, destacou o presidente americano.

Questionado sobre essas declarações, Hollande lembrou que Trump lhe falou recentemente em uma conversa por telefone sobre “o amor que tem por Paris e pela França, que amava a França e não há país mais belo do que a França”.

O líder francês mostrou satisfação pela recuperação do turismo na França, principalmente de visitantes dos EUA. “Há vários meses os turistas americanos voltaram (à França) porque veem” que as autoridades francesas fazem “um esforço considerável para garantir a segurança”, afirmou. / AFP e EFE

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