REUTERS/Jim Bourg
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Trump diz que regresso de refugiados aos seus países seria solução para crise

Em discurso no Congresso, presidente dos EUA afirmou que esta seria a 'única solução a longo prazo' e disse ser preciso 'aprender com erros do passado'; republicano deve assinar nova versão de veto a imigrantes nesta quarta-feira

O Estado de S. Paulo

01 de março de 2017 | 09h24

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que a "única solução a longo prazo" para resolver as crises humanitárias como a dos refugiados é que essas pessoas "possam retornar em segurança" para suas casas.

"Devemos aprender com os erros do passado. Temos visto guerra e destruição que castigam nosso mundo", disse Trump, em seu primeiro discurso no Congresso dos EUA. "A única solução a longo prazo para essas crises humanitárias é criar as condições para que as pessoas deslocadas possam retornar em segurança para suas casas e começar um longo processo de reconstrução", afirmou o presidente.

Trump tem mantido uma posição firme contra a chegada de refugiados aos Estados Unidos, especialmente os procedentes de países muçulmanos, por considerá-los uma ameaça para o país, ao mesmo tempo em que critica a política de acolhimento de seu antecessor, Barack Obama.

O presidente também defendeu a criação de "áreas de segurança" na Síria para que seus cidadãos não tenham que fugir do país, como parte de um plano que inclui varrendo o Estado Islâmico das zonas controladas pelo grupo e alcançar acordos com a Rússia, aliada do regime de Bashar Assad. 

Novo veto. Trump planeja assinar nesta quarta-feira, 1º, uma nova versão de seu veto migratório, onde introduzirá mudanças com relação ao anterior para evitar conflitos legais, informaram veículos de imprensa dos EUA.

De acordo com os jornais "The Wall Street Journal" e "The Washington Post", que citam fontes do governo sob condição de anonimato, o novo veto excluirá, ao contrário do primeiro, os cidadãos dos países afetados que tenham residência permanente nos Estados Unidos ou que já estejam em posse de um visto.

Além disso, o novo veto não entrará em vigor imediatamente, como aconteceu com o aprovado no final de janeiro, para evitar a repetição da situação de caos provocada na ocasião.

Com seu primeiro veto migratório, Trump proibiu a entrada no país dos cidadãos de sete países de maioria muçulmana - Iraque, Irã, Somália, Iêmen, Líbia, Síria e Sudão - durante 90 dias e suspendeu o programa de acolhimento de refugiados durante 120 dias ou, no caso dos sírios, de maneira indefinida.

Após uma semana de caos e confusão durante a qual o governo já fez algumas mudanças, um juiz suspendeu temporariamente o veto para estudar sua constitucionalidade, uma decisão mantida em seguida por um tribunal superior.

Diante da perspectiva de uma longa batalha legal, Trump optou por fazer uma revisão da medida anterior. "Precisamos ser rápidos, por razões de segurança", disse recentemente o presidente. / EFE

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