Nicholas Kamm / AFP
Nicholas Kamm / AFP

Trump diz que testemunhas em processo de impeachment colocam segurança nacional em risco

Para presidente dos Estados Unidos, relatos de ex-secretários como John Bolton poderiam prejudicar a segurança do país

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 13h31
Atualizado 22 de janeiro de 2020 | 17h13

WASHINGTON - O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, disse nesta quarta-feira, 22, que teria preferência por um julgamento de  impeachment mais longo para que os atuais e ex-altos funcionários do governo pudessem testemunhar, mas que a questão poderia se tornar um problema de segurança nacional. O presidente afirmou, no entanto, que cabe ao Senado decidir como lidar com o julgamento. 

Na terça-feira, após o Senado ter debatido até altas horas da noite as regras do processo, o Partido Republicano conseguiu bloquear todas as tentativas dos democratas de convocarem autoridades como testemunhas.

"O problema com John (Bolton) é que é um problema de segurança nacional. Ele conhece alguns dos meus pensamentos, ele sabe o que eu penso sobre líderes. O que acontece se ele revelar o que eu penso sobre um determinado líder e não for algo muito positivo?”, questionou Trump ao deixar o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Trump demitiu Bolton em setembro após uma tensa relação na qual os dois viviam em divergência sobre a abordagem política para a Coreia do Norte, Irã e Afeganistão, entre outras questões. 

O presidente americano também afirmou que adoraria comparecer ao julgamento do Senado em sua própria defesa, mas que seus advogados provavelmente se oporão. "Você poderia chamar de prerrogativa presidencial", disse Trump. “Na minha opinião, chamo de segurança nacional, por razões de segurança nacional".  

Trump é acusado de abuso de poder ao pedir ao presidente da Ucrânia, Volodmyr Zelensky, a investigação da família de Joe Biden. Ele teria condicionado uma ajuda econômica à obtenção de informações contra o possível candidato democrata. E também é acusado de obstrução ao Congresso por impedir diversas pessoas ligadas ao seu governo de prestar depoimento e por se recusar a entregar documentos aos investigadores durante o inquérito.  / Com informações da Reuters

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