AFP PHOTO / NICHOLAS KAMM
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Trump diz que tomará ‘decisões importantes’ sobre a Síria até quarta-feira

Presidente dos EUA condenou o suposto ataque com gás tóxico em Duma que deixou dezenas de mortos; Síria e Rússia negam o uso de armas químicas

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 14h40

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 9, que tomará “decisões importantes” sobre Síria em um ou dois dias, logo após advertir que Damasco tem um “alto preço a pagar” pelo suposto ataque químico contra uma região controlada por rebeldes no país.

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Trump condenou o que qualificou como um “ataque odioso a inocentes” sírios em Duma, no início de sua reunião da gabinete na Casa Branca. O suposto ataque com gás tóxico deixou dezenas de mortos, segundo equipes de resgate e médicos. A Síria e sua aliada Rússia negam o uso de armas químicas.

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“Isto é sobre a humanidade, não se pode permitir que aconteça”, disse Trump, acrescentando que tomará sua decisão nas “próximas 24 a 48 horas”.

“Não podemos tolerar atrocidades como estas”, disse o mandatário, que em abril de 2017 havia ordenado bombardear uma base militar síria em resposta a um ataque com gás sarin imputado ao regime, no qual morreram mais de 80 civis em Khan Shaykhun, noroeste do país.

Os Capacetes Brancos, socorristas que operam nas zonas rebeldes da Síria, um grupo insurgente e a oposição no exílio acusaram o regime de conduzir ataques com armas químicas no sábado em Duma.

Questionado sobre uma eventual responsabilidade do presidente russo, Vladimir Putin, Trump respondeu: “É possível, e se é o caso, será muito firme” a resposta. “Saberemos rapidamente se é a Rússia, a Síria, o Irã ou se são todos juntos”, afirmou.

Moscou nega que o regime sírio tenha usado armas química em Duma, rejeitando as afirmações dos EUA que apontam os russos como responsáveis pelo suposto ataque.

A Rússia advertiu Washington contra uma intervenção “por pretextos fabricados” e solicitou outra reunião do Conselho de Segurança da ONU, que tratará sobre “as ameaças à paz no mundo”, segundo fontes diplomáticas. / AFP

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