EFE/Olivier Douliery
EFE/Olivier Douliery

Trump diz ser ‘frustrante’ que investigador sobre caso Rússia seja amigo de ex-diretor do FBI

Questionado se Robert Mueller deveria se retirar do cargo em razão de sua amizade com James Comey, presidente não concordou, mas disse que ‘precisa ver’ o que acontece

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2017 | 10h15

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, considerou na quinta-feira 22 ser "muito frustrante" que o promotor especial encarregado de investigar a possível interferência russa nas eleições de 2016, Robert Mueller, seja "amigo" de James Comey, o ex-diretor do FBI que foi demitido pelo republicano e estava à frente da investigação.

"É muito, muito amigo de Comey, o que é muito frustrante", disse Trump, em uma entrevista gravada que será transmitida nesta sexta-feira, 23, no programa de televisão "Fox and Friends".

O presidente respondeu desta forma ao ser questionado se Mueller - nomeado em maio pelo Departamento de Justiça para investigar de forma independente as possíveis ligações entre a campanha de Trump e o Kremlin - deveria se retirar do cargo em razão de sua amizade com Comey.

Apesar de considerar a amizade "muito frustrante", Trump não chegou a pedir que Mueller se retirasse ou fosse demitido do cargo, e disse simplesmente que "precisa ver" o que acontece.

O magnata afirmou, mais uma vez, que não esteve envolvido em "obstrução" da Justiça, uma possibilidade que surgiu em razão do depoimento de Comey no Senado.

"Não houve obstrução, não houve conspiração (com a Rússia). Houve vazamento (de informação confidencial) por parte de Comey, mas não houve nenhuma conspiração ou obstrução, e praticamente todos concordam com isso", afirmou Trump.

O presidente também se queixou que "todas as pessoas contratadas" por Mueller para a sua equipe de investigação "eram simpatizantes de Hillary Clinton", sua rival nas eleições presidenciais de 2016.

Comey, que foi demitido por Trump no início de maio e era responsável pela investigação sobre a Rússia, prestou depoimento há duas semanas no Senado e revelou a sua versão das preocupantes "conversas que manteve com o governante nos últimos meses". / EFE

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