Doug Mills/The New York Times
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Trump diz ter capturado 'protagonista' de ataque a consulado em Benghazi em 2012

No início deste mês, um outro homem acusado de ter envolvimento com o ataque foi levado a julgamento em uma corte federal em Washington

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 18h31

WASHINGTON - A presidência de Donald Trump informou nesta segunda-feira, 30, em comunicado, que forças especiais americanas capturaram no domingo um suspeito, identificado como Mustafa al-Iman, que teria tido um papel fundamental no ataque ao Consulado dos EUA em Benghazi, Líbia, em 2012. 

Trump afirmou no comunicado que Al-Iman enfrentará a Justiça dos EUA pela morte do embaixador Christopher Stevens e de outros três americanos nos atentados. A maneira como a administração Barack Obama lidou com o caso tornou-se alvo de duras críticas por parte dos republicanos durante a campanha presidencial contra a candidata democrata Hillary Clinton, que era a então secretária de Estado dos EUA em 2012.   

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Segundo o comunicado da Casa Branca, as forças especiais capturam o homem na Líbia pouco antes da meia-noite (hora local) de domingo e ele estava "sendo transportado" para os EUA. O suspeito está sob custódia do Departamento de Justiça e deve chegar até quarta-feira aos EUA em um avião militar, de acordo com uma fonte do governo citada pela agência Associated Press. A fonte confirmou que a missão foi aprovada por Trump e executada em coordenação com o governo da Líbia reconhecido internacionalmente. 

No dia 11 de setembro de 2012, um ataque contra o consulado americano matou Stevens, o oficial de informação Sean Patrick, e dois agentes de segurança contratados Tyrone Woods e Glen Doherty. Stevens e Smith morreram em meio ao incêndio que tomou conta do complexo diplomático apesar dos esforços para resgatá-los. Woods e Doherty morreram cerca de oito horas mais tarde em um ataque de morteiro contra um complexo da CIA onde se abrigavam. 

No início deste mês, um outro homem acusado de ter envolvimento com o ataque, Abu Khattala, foi levado a julgamento em uma corte federal em Washington. Khattala alegou ser inocente das 18 acusações contra ele, incluindo assassinato de uma pessoa protegida internacionalmente, fornecer material de apoio a terroristas e destruir uma propriedade americana causando morte. / AP e AFP 

 

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