AP Photo/Carolyn Kaster
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Trump diz ter 'total confiança' em Sessions

Presidente americano afirmou que secretário de Justiça não deve renunciar ao cargo, como pedem democratas

O Estado de S. Paulo

02 de março de 2017 | 18h10

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta quinta-feira, 2, ter "total confiança" no secretário de Justiça do país, Jeff Sessions, depois que o jornal The Washington Post revelou que ele teve reuniões com o embaixador russo nos EUA, Serguei Kysliak, e não relatou ao Senado, durante sabatina, sobre as conversas.

Os líderes democratas no Congresso já pediram a renúncia de Sessions e vários republicanos consideraram que deveria se considerar inapto a participar de investigações sobre a ingerência russa nas eleições presidenciais de novembro do ano passado.

Questionado pelo grupo de jornalistas em sua viagem aos estaleiros de Newport News, Virgínia, onde fez um discurso a bordo do porta-aviões Gerald R. Ford, Trump rejeitou a ideia de que Sessions deva afastar-se do cargo.

Além disso, ao ser questionado se ficou sabendo dos encontros entre o Sessions e Kysliak, Trump afirmou que não.

Um porta-voz do Departamento de Justiça confirmou à agência Efe dois encontros com o embaixador russo Serguei Kislyak, apesar de ter ressaltado que Sessions não descumpriu nenhuma regra ao ter essas reuniões como membro do Comitê de Serviços Armados do Senado e não por parte da campanha do hoje presidente, Donald Trump.

"Nunca estive com funcionários russos para discutir sobre temas da campanha", afirmou Sessions, por meio de um comunicado, em que considera "falsas" as informações que dizem que ele sabia de tentativas russas para influenciar as eleições americanas com ataques à ex-candidata democrata Hillary Clinton.

As conversas entre Sessions e Kislyak foram sobre a relação entre os dois países e, embora em 2016, os embaixadores costumassem fazer comentários sobre as eleições, "não foi o fundo da discussão", segundo disse um alto funcionário do governo, que pediu anonimato.

O problema, no entanto, deriva do fato de que Sessions negou durante suas audiências de confirmação no Senado ter tido qualquer contato com autoridades russos durante a campanha eleitoral, na qual participou como um dos assessores do magnata.

As declarações do Departamento de Justiça não satisfizeram os democratas, cujo líder no Senado, Chuck Schumer, pediu nesta quinta a renúncia de Sessions e solicitou, além disso, que seja designado um procurador independente sem relação com o governo de Trump para investigar os supostos nexos entre o presidente e o Kremlin. / EFE

 

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