Erin Schaff/The New York Times
Erin Schaff/The New York Times

Trump e Boris Johnson 'disputam' anúncio de remédio contra coronavírus

Líderes de Estados Unidos e Reino Unido querem sair na frente para anunciar como conter a pandemia do coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2020 | 18h30

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, entraram nesta quinta-feira, 19, em uma disputa para tentar anunciar primeiro um remédio para combater o coronavírus. A pandemia já contaminou mais de 207 mil pessoas e deixou 8 mil mortos em 166 países. 

Os dois líderes afirmaram que o "jogo mudou" em seus anúncios desta quinta. Trump destacou o uso de um tratamento com cloroquina - substância usada contra a malária - em pacientes com coronavírus. "(O teste) Mostrou resultados iniciais muito encorajadores e seremos capazes de disponibilizar esse medicamento quase imediatamente", disse Trump. Nos Estados Unidos, pelo menos 150 pessoas morreram em decorrência do vírus, que já contaminou mais de 11.500 pessoas. 

O presidente também afirmou que a substância foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), entidade responsável pela avaliação de alimentos e medicamentos. Stephen Hahn, o comissário da FDA, disse que a agência considera dar substância a pacientes com coronavírus como parte de um programa de teste de "uso expandido".

Não ficou claro quanto tempo o FDA levaria para elaborar esse estudo. A agência enfatizou que a cloroquina  foi aprovada para o tratamento da malária e da artrite, embora não para o coronavírus, conforme sugeriu Trump. A substância é um medicamento barato usado contra a malária há décadas e é recomendada para pessoas que estão indo para regiões infectadas pela doença.

Hahn afirmou ainda que, embora a FDA esteja disposta a "remover todos os obstáculos" para acelerar o processo, também tem a "responsabilidade" de "garantir que os produtos sejam seguros e eficazes". 

Boris Johnson

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico afirmou que o Reino Unido conseguirá deter o coronavírus em um período de 12 semanas. Nesta quinta, ele afirmou que o primeiro paciente britânico foi submetido a um estudo para tratamento de coronavírus, sem dar mais detalhes. Em seu país, o vírus já deixou 144 mortos e contaminou 3.269 pessoas

"Uma combinação das medidas que estamos pedindo ao público para tomar e melhorar os testes e outros progressos científicos nos permitirão reverter a tendência nas próximas doze semanas", afirmou ele em sua entrevista coletiva diária. 

"Estamos em negociações para comprar o teste de anticorpos, tão simples quanto um teste de gravidez que pode dizer se você já teve a doença. Compraremos centenas de milhares desses kits o mais rápido possível. Porque, obviamente, ele tem o potencial de mudar completamente o jogo". / The Washington Post, AFP e Reuters 

Para Entender

Coronavírus: veja o que já se sabe sobre a doença

Doença está deixando vítimas na Ásia e já foi diagnosticada em outros continentes; Organização Mundial da Saúde está em alerta para evitar epidemia

Receba as principais atualizações sobre o coronavírus no seu email. Clique aqui e se inscreva.

Tudo o que sabemos sobre:
Donald TrumpBoris Johnson

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.