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Trump e Carson ganham proteção do serviço secreto

Na corrida presidencial dos EUA, nem todos os candidatos recebem escolta, uma vez que isso mobilizaria dezenas de agentes e gastos muito elevados; Obama recebeu proteção 18 meses antes de ser eleito

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 15h05

WASHINGTON - Os pré-candidatos republicanos à Casa Branca Donald Trump e Ben Carson serão protegidos pela agência encarregada de escoltar os presidentes americanos, devido à sua preferência nas pesquisas de opinião, anunciou na quinta-feira o Serviço Secreto.

O Departamento de Segurança Nacional "autorizou outorgar proteção para os dois candidatos", disse à agência France-Presse o porta-voz do departamento, Robert Hoback.

Na corrida presidencial, nem todos os candidatos recebem escolta, uma vez que isso mobilizaria dezenas de agentes e gastos muito elevados. Além do presidente, de sua família e de alguns altos funcionários, o Serviço Secreto americano se encarrega da proteção dos "sérios candidatos à presidência e vice-presidência".

Segundo as regras, para que uma pessoa seja protegida, ela deve ter "uma posição de liderança demonstrada nas pesquisas", fazer campanha em pelo menos dez Estados do país e ter recebido ao menos 10 milhões de dólares de financiamento.

A decisão de conceder proteção ao neurocirurgião aposentado Ben Carson e ao multimilionário Donald Trump foi tomada pela Segurança Nacional, após consultar parlamentares, entre eles o presidente da Câmara de Deputados e o líder da maioria no Senado.

Os dois candidatos estão na liderança das pesquisas para as primárias republicanas, com vistas às eleições presidenciais de 2016. Carson, de 64 anos, é o único negro na corrida para a Casa Branca e, assim como o magnata do ramo imobiliário Trump, nunca exerceu um cargo político. / AFP

Para entender
Obama recebeu proteção 18 meses antes de ser eleito
Obama recebeu proteção 18 meses antes de ser eleito

Em maio de 2007, exatamente 18 meses antes de ser eleito presidente dos EUA, o então candidato democrata Barack Obama começou a receber uma proteção especial do Serviço Secreto americano. A decisão foi tomada muito antes de Obama se consolidar como um dos principais pré-candidatos de seu partido e ele receber a proteção especial em todos os eventos públicos pelo país. Na época, o secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, tomou a decisão depois de consultar parlamentares e registros de segurança sobre os pré-candidatos. O Serviço Secreto nunca havia dado proteção a um candidato tão cedo em um processo eleitoral e a medida teve início nove meses antes do início das primárias democratas para presidente. Candidatos presidenciais geralmente resistem a receber a proteção do serviço de segurança até quando for possível, uma vez que as restrições limitam seus movimentos de campanha direto com as pessoas. Mas desde que Obama anunciou sua candidatura pela primeira vez ele passou a ser acompanhado por um serviço de segurança privado contratado por sua campanha. Agentes na época negaram que houvesse alguma ameaça específica, mas a decisão tinha sido tomada "dada à natureza da campanha" que, vitoriosa, daria aos EUA seu primeiro presidente negro. Jornais americanos relataram que ele era o candidato que mais recebia ameaças de morte entre os concorrentes, que não cessaram nem mesmo depois de ele ter sido eleito.

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