Kobi Gideon/Government Press Office/Reuters
Kobi Gideon/Government Press Office/Reuters

Trump e chanceler de Israel discutirão situação do Oriente Médio neste domingo, 22

Benjamin Netanyahu já sinalizou que mudança no governo norte-americano dará início a uma 'nova era de relações estreitas' entre os dois países

O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2017 | 14h22

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, telefonará neste domingo, 22, para o presidente norte-americano Donald Trump para discutir os conflitos entre o país e a Palestina. A conversa também deve abordar a situação da Síria e do Irã, dentre outros assuntos.

O chanceler já sinalizou que a mudança de governo nos Estados Unidos dará início a uma "nova era de relações estreitas" entre os dois países. Durante um evento, o primeiro-ministro agradeceu publicamente a Trump pela "amizade" e por ter criticado radicais islâmicos no discurso de posse.

"Impedir as ameaças iranianas e a ameaça relacionada ao acordo nuclear ruim que foi assinado com o Irã, continua a ser um objetivo supremo do Estado de Israel", disse Netanyahu, de acordo com uma declaração do seu escritório, referindo-se ao marco nuclear que o Irã alcançou com seis potências mundiais, incluindo os Estados Unidos em 2015. 

Neste domingo, 22, Jerusalém conseguiu a aprovação final para a construção de 556 de edifícios residenciais na parte oriental de Jerusalém, desafiando uma resolução da Organização das Nações Unidas. Defensor de longa data dos assentamentos, Netanyahu estava cauteloso devido à forte oposição norte-americana e de outros aliados ocidentais. Contudo, diante de sinalizações recentes de Trump, israelenses já insistem que não há mais motivos para restrições. 

"Pela primeira vez em 50 anos, o primeiro-ministro decide: a soberania ou a Palestina", postou no Twitter o ministro da Educação, Naftali Bennett, que já pressionou o governo para anexar o assentamento de Ma'aleh Adumim, na Cisjordânia. 

Empossado na sexta-feira, 20, Trump também se comprometeu a transferir a Embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, em um movimento sem precedentes para uma gestão americana que efetivamente reconheceria a última como a capital de Israel./Associated Press, AFP e Dow Jones Newswires

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