Patrick Semansky / AP
Patrick Semansky / AP

Trump é convidado a depor na Câmara dos Deputados

Nova fase da investigação em processo de impeachment começa no dia 4 e presidente dos EUA tem até o dia 1º para responder a convite

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2019 | 22h34

WASHINGTON - A Comissão de Justiça da Câmara de Deputados dos EUA convidou nesta terça-feira, 26, Donald Trump ou seus advogados a participarem de uma audiência no dia 4, que marcará a fase seguinte do inquérito de impeachment do presidente.

"Escrevo para perguntar se você e seus advogados planejam comparecer à audiência”, escreveu, em carta, o deputado democrata Jerry Nadler, que preside a comissão encarregada de redigir as acusações. Trump tem até o dia 1.º para responder se aceita. 

Deputados democratas da Comissão de Inteligência da Câmara conduziram, nas duas últimas semanas, interrogatórios de diplomatas e funcionários da Casa Branca sobre as acusações contra Trump de abuso de poder ao pressionar a Ucrânia a anunciar uma investigação sobre o democrata Joe Biden, seu rival na corrida presidencial de 2020.

Concluída essa etapa, Nadler disse que a primeira audiência pública de seu comitê começará no dia 4, às 10 horas locais (13 horas em Brasília). O objetivo é abordar “as bases históricas e constitucionais do impeachment” e “se suas ações dão mérito para que a Câmara dos Deputados exerça sua autoridade de redigir o impeachment”, disse o congressista.

Segundo o regulamento aprovado no mês passado pela Câmara, de maioria democrata, Trump foi convidado a participar das audiências na Comissão e os advogados do presidente “podem interrogar qualquer testemunha que for convocada”. Em sua carta, Nadler lembrou a Trump que, se continuar proibindo o testemunho de funcionários ou a entrega de documentos, poderá “impor as medidas apropriadas”, incluindo negar que advogados do presidente interroguem testemunhas.

Ketanji Jackson, juíza de uma corte de apelações de Washington, ordenou, na segunda-feira, que os assessores de Trump atendessem às convocações do Congresso e comparecessem a depoimentos na investigação contra Trump, afirmando que “os presidentes não são reis”. 

Apesar de a decisão envolver especificamente o caso de Don McGahn, ex-conselheiro da Casa Branca, ela destacou que o princípio se aplica a todos os assessores presidenciais, atuais e anteriores. A medida é outra vitória dos democratas na luta para fazer avançar no Congresso o impeachment de Trump, acusado de pressionar o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, a investigar Biden. 

Em depoimento a portas fechadas, um assessor do Conselho de Segurança Nacional confirmou que Gordon Sondland, embaixador dos EUA na União Europeia, disse que um pacote de ajuda militar para a Ucrânia não seria enviado até que o país se comprometesse a investigar Biden e o filho dele, Hunter, que atuou no conselho da Burisma, uma empresa ucraniana de gás natural. / REUTERS e AFP

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