AP Photo/J. Scott Applewhite
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Trump e democratas discutem por causa de viagem de Pelosi

Membros do partido acusam a Casa Branca de revelar que a presidente da Câmara e sua delegação pretendiam ir para o Afeganistão em voo comercial depois de o presidente vetar o uso de avião militar

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 17h57

WASHINGTON - A presidente da Câmara, de maioria democrata, Nancy Pelosi, adiou uma visita oficial à Europa e Afeganistão, alegando questões de segurança nesta sexta-feira, depois que o presidente Donald Trump bloqueou a partida de seu voo militar e funcionários da Casa Branca revelaram o plano dela e de deputados que a acompanhariam de fazer a viagem em aviões comerciais.

“Por causa das graves ameaças causadas pelos atos do presidente, a delegação decidiu adiar a viagem para não pôr nossas tropas e pessoal de segurança em perigo, assim como outros passageiros dos voos”, disse Drew Hammill, subchefe de gabinete de Pelosi, em um comunicado.

Hammill disse que o serviço de segurança do Departamento de Estado alertou contra o voo comercial depois que Trump anunciou em uma carta enviada a Pelosi na noite de quinta-feira que estava revogando o uso do avião militar para a viagem que começaria na tarde desta sexta-feira.

“Esta manhã soubemos que o governo havia revelado nosso plano de viajar em voos comerciais." A Casa Branca negou as acusações, alegando que não havia como Pelosi manter sua viagem em segredo. “Quando a presidente da Câmara e cerca de outros 20 deputados decidem reservar por conta própria voos para o Afeganistão, todo mundo vai ficar sabendo”, disse um funcionário sob condição de anonimato. “A ideia seria revelada de qualquer forma e colocaria em risco a segurança de qualquer americano.”

Esta foi a última queda de braço entre Trump e Pelosi, que na quarta-feira pediu ao presidente que adiasse seu discurso do estado da união, programado para o dia 29, em razão da paralisação do governo. No dia seguinte, Trump revidou, dizendo que, como os funcionários públicos não estavam recebendo seus salários, ela também deveria adiar seu “evento de relações públicas”. / NYT

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