AP Photo/Kayhan Ozer Presidential Press Service
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Trump e Erdogan concordam em combater o terrorismo ‘em todas as suas formas’

Presidentes conversaram por telefone sobre a zona segura na Síria, a crise dos refugiados e o combate aos jihadistas

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2017 | 14h41

WASHINGTON - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente dos EUA, Donald Trump, concordaram em uma conversa por telefone realizada na madrugada desta quarta-feira, 8, em agir conjuntamente contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) nas cidades sírias de Al-Bab e Raqqa, ambas controladas pelos militantes, disseram fontes da Presidência turca.

Os dois líderes debateram temas como uma zona segura na Síria, a crise de refugiados e a luta contra o terrorismo, segundo as fontes, que acrescentaram que Erdogan exortou os EUA a não apoiarem a milícia curda-síria Unidades de Proteção Popular (YPG, em curdo).

Em comunicado, a Casa Branca destacou as “contribuições” da Turquia como membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O presidente americano se mostrou interessado em falar sobre a organização a qual qualificou de obsoleta há poucos meses.

Trump falou sobre o "compromisso compartilhado (dos dois países) no combate ao terrorismo em todas as suas formas", e saudou as contribuições da Turquia no combate ao Estado Islâmico, disse a Casa Branca em um comunicado, mas sem dar mais detalhes sobre o assunto.

As Forças Democráticas da Síria, uma aliança de milícias apoiadas pelos EUA, iniciaram uma nova fase de sua operação contra os militantes em Raqqa no sábado. A Turquia, aliada da Otan e parte da coalizão liderada por Washington que luta contra os jihadistas, vem repetindo que deseja ser parte da operação de libertação de Raqqa, mas que não quer que a YPG se envolva.

As relações de Erdogan com o ex-presidente americano Barack Obama foram prejudicadas pelo apoio dos EUA à YPG, visto por Ancara como uma organização terrorista e uma extensão dos militantes curdos de uma insurgência na Turquia.

O Exército turco e grupos rebeldes sírios que apoiados por ele estão combatendo o EI em uma campanha separada ao redor de Al-Bab, a nordeste da cidade de Alepo. Ancara já se queixou da falta de auxílio dos EUA para essa campanha.

As fontes turcas disseram que o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), Mike Pompeo, visitará a Turquia na quinta-feira para discutir a YPG e o combate à rede do clérigo turco Fethullah Gulen, acusado pelo governo turco de ter liderado uma fracassada tentativa de golpe militar em julho.

A Turquia tem mostrado frustração com o que enxerga como uma relutância americana para entregar Gulen, autoexilado na Pensilvânia desde 1999. Washington não confirmou de imediato a viagem de Pompeo. / REUTERS e EFE

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