Trump e Hillary vencem no Arizona, mas Cruz e Sanders mostram força em outros Estados

Trump e Hillary vencem no Arizona, mas Cruz e Sanders mostram força em outros Estados

As disputas no Arizona e Utah, além da disputa democrata em Idaho, foram ofuscadas pelos ataques em Bruxelas que mataram ao menos 31 e aumentaram as preocupações com a segurança entre eleitores americanos

O Estado de S. Paulo

23 de março de 2016 | 09h54

WASHINGTON - O principal pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu a primária do Arizona na terça-feira, mas o rival Ted Cruz mostrou força com uma vitória em Utah, que aumentou as esperanças do establishment republicano, que teme que Trump possa levar o partido à ruína na eleição presidencial.

No lado democrata, a favorita Hillary Clinton aumentou a vantagem sobre o desafiante Bernie Sanders na corrida para a nomeação presidencial ao vencer a disputa no Arizona. No entanto, Sanders venceu as prévias em Utah e Idaho e mostrou que ainda tem uma chance, apesar da grande liderança de Hillary.

As disputas no Arizona e Utah, além da disputa democrata em Idaho, foram ofuscadas pelos ataques em Bruxelas que mataram ao menos 31 e aumentaram preocupações com a segurança entre eleitores americanos.

Os eleitores de Utah, de maioria mórmon, rejeitaram Trump, que terminou em terceiro lugar, atrás do governador de Ohio, John Kasich. Mas Arizona era o grande prêmio da terça-feira e Trump terminou o dia com mais delegados, reforçando seu avanço.

Por outro lado, Trump teve boa recepção com  sua postura radical anti-imigração no Arizona, onde facilmente derrotou Cruz, senador do Texas, e o governador de Ohio, John Kasich.

Suas promessas de construir um muro na fronteira com o México e deportar 11 milhões de pessoas sem documentos, pilares de sua campanha, foram importante nesse Estado do sudoeste americano onde o debate sobre a imigração clandestina é crucial.

O magnata chegou às primárias de terça-feira depois de uma ameaça velada formulada ao Partido Republicano sobre eventuais "distúrbios" caso a convenção partidária não reconheça a liderança que o bilionário conquistou desde o início da campanha.

O empresário de Nova York continua dominando a disputa republicana e se aproxima dos 1.237 delegados necessários para obter a indicação do partido: ele acumula 744, segundo a CNN. Cruz tem 461 delegados e Kasich, 145.

Caso nenhum pré-candidato alcance a meta de 1.237, os delegados votarão em uma convenção aberta para escolher o candidato que representará os republicanos na eleição presidencial de novembro. Essa é a aposta do centrista Kasich: "Ninguém, ninguém chegará à convenção com delegados suficiente", afirmou no domingo.

Democratas. Os triunfos de Sanders na terça-feira, os primeiros do pré-candidato em duas semanas, podem ter pouco impacto na longa disputa pela indicação partidária.

Hillary Clinton deve terminar a jornada com mais de 1,7 mil delegados, contra 930 de Sanders, incluindo os superdelegados, segundo as estimativas da CNN. Um pré-candidato precisa de 2.383 delegados para conquistar a indicação democrata na convenção de julho na Filadélfia.

Desta maneira, Sanders precisa manter ou melhorar o ritmo de terça-feira no restante das primária, que prosseguem até junho, se deseja obter a nomeação do Partido Democrata.

A missão complicada já foi percebida entre os democratas e algumas vozes começaram a sugerir que chegou o momento de Sanders conceder a vitória e pensar na unidade do partido. "Ele deveria olhar os números e tirar suas conclusões", disse a senadora democrata Barbara Mikulski. / REUTERS e AFP

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