Akos Stiller/Bloomberg; EFE/EPA/RON SACHS
Akos Stiller/Bloomberg; EFE/EPA/RON SACHS

Por telefone, Trump e Putin conversam sobre 'zonas seguras' na Síria

Líderes também abordaram a ameaça norte-coreana e combinaram uma reunião pessoal durante a cúpula do G20, em julho

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2017 | 10h15

WASHINGTON - Os presidentes de Estados Unidos e Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, conversaram nesta terça-feira, 2, sobre a possibilidade da criação de "zonas seguras" para que seja obtida uma "paz duradoura" na Síria e sobre como resolver "a situação muito perigosa na Coreia do Norte", segundo a Casa Branca.

Em um comunicado, a Casa Branca qualificou a conversa por telefone como "muito boa" e informou que Trump e Putin "concordaram que o sofrimento na Síria durou muito tempo e todas as partes devem fazer todo o possível para por pôr fim à violência".

Além disso, a Casa Branca confirmou que o governo Trump enviará um representante à rodada de conversas de paz sobre a Síria que deve começar nesta quarta-feira em Astana, no Casaquistão.

A conversa por telefone de hoje foi o primeiro contato entre os dois governantes desde 3 de abril, quando Trump ligou para Putin para prestar condolências após o atentado terrorista no metrô da cidade de São Petersburgo, no qual morreram 14 pessoas.

Trump e Putin aproveitaram também a ligação de hoje para dialogar "extensamente" sobre como trabalharem juntos "para erradicar o terrorismo no Oriente Médio", e sobre a melhor maneira de resolver "a situação muito perigosa na Coreia do Norte", segundo a Casa Branca.

De acordo com o Kremlin, Putin e Trump combinaram durante a conversa de hoje de realizar uma reunião pessoal durante a cúpula de líderes do G20 que será realizada em 7 e 8 de julho na cidade de Hamburgo, na Alemanha.

Putin e Trump ainda não se encontraram pessoalmente, apesar das promessas eleitorais do candidato republicado de normalizar as relações entre Rússia e Estados Unidos. 

Donald Trump defendeu durante a campanha eleitoral e nos primeiros dias de sua presidência uma aproximação com a Rússia, que demora a ser traduzida em gestos concretos após 100 dias no poder. As divergências entre os dois países são grande sobre a Síria, Ucrânia, Coreia do Norte e Afeganistão. / EFE e AFP 

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