AFP PHOTO / Jewel SAMAD
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Trump enaltece sua vitória em Nova York e faz alerta sobre convenção republicana

Magnata que lidera prévias do partido disse que não será 'justo' se ele chegar à convenção nacional com um maior número de delegados e não for o indicado para disputar eleição em novembro

O Estado de S. Paulo

20 Abril 2016 | 11h47

NOVA YORK  O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, se vangloriou na terça-feira, 19, de sua folgada vitória nas eleições primárias de seu estado, Nova York, e advertiu que não será "justo" se chegar à Convenção Nacional do partido com um número maior de delegados do que seus rivais e não for o indicado.

Trump reagiu assim após conhecer os primeiros dados da apuração, que já apontam para uma vitória esmagadora sobre Ted Cruz e John Kasich - confirmada ao fim da apuração - , do lobby de seu edifício em Manhattan, a Trump Tower, acompanhado de vários membros de sua família.

"Vamos chegar à convenção como vencedores em número de delegados, que ganhamos justamente com votos. Ninguém deveria aceitar delegados que ele mesmo não conseguiu, como eu", disse Trump, revelando apreensão de que a Convenção Nacional do Partido Republicano não lhe dê a indicação apesar do apoio conseguido. "Vamos para a convenção como ganhadores e ninguém poderá nos tirar a indicação", afirmou o magnata.

Trump disse que o sistema para escolher o candidato na Convenção Nacional Republicana é "podre", mas fez questão de enfatizar que "o dos democratas é ainda pior". "Não que eu goste de Sanders (pré-candidato democrata), mas ultimamente só o vejo ganhando, mas eles não param de dizer que ele não tem nenhuma chance", comentou Trump, que não mencionou em seu discurso, nem uma única vez, o nome da vencedora da primária democrata em Nova York, Hillary Clinton.

Diante de dezenas de jornalistas e de muitos simpatizantes, Trump afirmou que utilizará os votos conseguidos "para tornar a América grande de novo". O polêmico magnata também aproveitou o momento para falar sobre as medidas que pretende aplicar se for eleito presidente, como acabar com o programa de saúde pública conhecido como "Obamacare", que "está fazendo com que os (imigrantes) ilegais sejam mais bem tratados do que o povo deste país", assim como trabalhar para "trazer de volta os empregos à América".

Por outro lado, Trump também mostrou sua intenção de "criar um Exército maior e mais forte". "Ninguém vai querer nos enfrentar", disse entre os gritos de "U-S-A, U-S-A" ("E-U-A, E-U-A", em tradução livre) de seus simpatizantes. "Vamos voltar a ser um país estupendo e forte. Legitimamente forte", afirmou o bilionário.

Além disso, Trump agradeceu pela vitória com a qual conseguiu, segundo ele, "mais delegados dos que qualquer um podia imaginar".

"Tenho uma equipe maravilhosa, apesar do que a imprensa fala. Que sigam falando", comentou o pré-candidato em referência ao episódio protagonizado por seu chefe de campanha, Corey Lewandoski, que segurou e torceu o braço de uma jornalista para que ela não fizesse uma pergunta ao magnata em um evento na Flórida.

Acompanhado por sua equipe e sua família, entre eles sua mulher  e sua filha, Melania e Ivanka Trump, o pré-candidato republicano disse que comemoraria sua vitória "por algumas horas" para depois descansar, antes de partir nesta quarta-feira, 20, para Indiana e Pensilvânia, dois dos próximos Estados que votarão no processo de prévias do Partido Republicano. / EFE

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