Morry Gash/AP
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Trump envia Guarda Nacional a Kenosha por 'anarquia' em protestos antirracismo

'Não vamos tolerar saques, incêndios criminosos, violência e ilegalidade nas ruas americanas', afirmou presidente americano; atirador branco de 17 anos foi preso acusado de matar dois manifestantes

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2020 | 16h49

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 26, o envio de reforços policiais e soldados da Guarda Nacional para impedir "saques" e a "anarquia" em Kenosha, Wisconsin.

"Não vamos tolerar saques, incêndios criminosos, violência e ilegalidade nas ruas americanas", disse o presidente no Twitter, em sua primeira reação desde que Blake, um cidadão negro de 29 anos, foi gravemente ferido pela polícia  no domingo.  

Duas pessoas morreram e outra ficou ferida na cidade na terça-feira, 25, terceira noite de protestos após Blake ser baleado sete vezes por um policial branco na frente dos filhos. A família informou na segunda-feira que Blake está paralisado da cintura para baixo.

O procurador-geral de Wisconsin, Josh Kaul, disse que Blake tinha uma faca "em sua posse", escondida no carro, quando foi atingido pelos policiais. A faca foi encontrada no meio dos bancos dianteiros do carro de Blake após os disparos.

Trump relatou que o governador democrata de Wisconsin, Tony Evers, havia aceitado o envio de reforços federais para Kenosha, uma cidade de 170 mil habitantes localizada às margens do Lago Michigan, palco de violentos tumultos nas últimas três noites. 

"Mandarei a polícia federal e a Guarda Nacional a Kenosha para restaurar a lei e a ordem", insistiu o presidente republicano, que fez da segurança um dos principais temas de campanha para sua reeleição em 3 de novembro.

O candidato democrata, Joe Biden, também se manifestou sobre o caso nesta quarta-feira, 26. Em um vídeo publicado no Twitter, o ex-vice-presidente americano afirmou ter conversado com a família de Jacob. "A justiça precisa e será feita", declarou. 

Biden criticou. "Protestar contra a brutalidade é um direito e absolutamente necessário, mas queimar comunidades não é protestar", disse. "Isso é violência desnecessária, violência que coloca vidas em risco e fecha negócios que servem à comunidade".

Atirador é preso por homicídio

A polícia de Antioch, no Illinois, anunciou nesta quarta a prisão por homicídio de um adolescente de 17 anos após as duas mortes registradas em Kenosha, em Wisconsin.

"Esta manhã, as autoridades do condado de Kenosha emitiram um mandado de prisão do indivíduo responsável pelo incidente, acusando-o de homicídio intencional em primeiro grau", (homicídio doloso), disse a polícia.

"O suspeito neste incidente, um residente de Antioch de 17 anos, está atualmente sob a custódia do sistema judicial do condado de Lake, enquanto aguarda uma audiência de extradição para transferir a custódia de Illinois para Wisconsin", acrescentou a fonte. /AFP

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