Evan Vucci/AP
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Trump escala aliados e parentes para convenção

Evento oficializa candidatura do presidente, que precisa reverter vantagem de Biden nas pesquisas

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 05h00

A convenção do Partido Republicano, que começa nesta segunda-feira, 24, e oficializa a candidatura de Donald Trump à reeleição, terá aliados e parentes do presidente. Na lista de convidados com discursos confirmados, anunciada no domingo, 23, constam os três filhos – Don Jr., Eric e Ivanka Trump –, além de personalidades do conservadorismo americano, como Nikki Haley, ex-embaixadora dos EUA na ONU, e Mike Pompeo, secretário de Estado. 

Diferentemente da convenção democrata, encerrada na semana passada, nenhum dos ex-presidentes ou candidatos presidenciais do Partido Republicano foi convidado para participar do evento. Ficaram de fora o ex-presidente George W. Bush, além de Mitt Romney, candidato republicano em 2012 – ambos desafetos de Trump. 

Também ausentes estão vários senadores que enfrentam as urnas em novembro, incluindo Susan Collins (Maine), Cory Gardner (Colorado), Martha McSally (Arizona) e Thom Tillis (Carolina do Norte), todos de Estados nos quais o democrata Joe Biden lidera a disputa, segundo pesquisas, e teriam assumido um risco calculado de não participar do evento.

Uma das preocupações da equipe do presidente, ao montar a lista de oradores, foi desfazer a imagem ruim de Trump entre os eleitores negros. Para isso, a Casa Branca escalou Tim Scott, único senador negro do partido, e Ben Carson, secretário de Desenvolvimento Urbano. 

Entre as presenças mais esperadas está a do casal Mark e Patricia McCloskey. Os dois foram flagrados em vídeo apontando armas para manifestantes na cidade de St. Louis. A presença deles na convenção indica que Trump deve manter o apelo a sua base radical de eleitores conservadores.

O estudante Nicholas Sandmann também foi convidado e fará um discurso em apoio ao presidente. Sandmann ficou conhecido por processar – e vencer nos tribunais – vários veículos de imprensa pela cobertura de uma controvérsia que ele teve com um descendente indígena em Washington. Desde então, virou um símbolo de como a imprensa progressista, segundo a Casa Branca, caracteriza os conservadores nos EUA. 

Trump chega à convenção bem atrás do rival Joe Biden, segundo pesquisas. A diferença é de 7,6 pontos porcentuais (50% a 42,4%) em favor do democrata, segundo a média calculada pelo site Real Clear Politics, e de 8,6 pontos porcentuais (51,4% a 42,2%), de acordo com o site Five Thirty Eight. A diferença caiu um pouco desde julho, quando passou de 10 pontos porcentuais, mas continua sólida no mesmo patamar. 

Gravações

No domingo, o presidente ganhou mais um problema às véspras do início da convenção. Maryanne Trump Barry, irmã mais velha de Trump, criticou seu irmão numa série de gravações divulgadas no fim de semana pelo Washington Post. Maryanne, ex-juíza federal, de 83 anos, disse que o irmão é “mentiroso” e “não tem princípios”. “O que ele quer é apelar para sua base de eleitores”, disse a irmã do presidente americano. 

Maryanne foi gravada secretamente pela sua sobrinha, Mary Trump, que recentemente lançou um livro sobre o tio. Em pouco tempo, a obra Too Much and Never Enough (“Demais e nunca o suficiente”, em tradução livre) entrou na lista de best-sellers dos EUA. As gravações, segundo Mary, foram feitas entre 2018 e 2019. / NYT, REUTERS e WP

 

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