AP Photo/Carolyn Kaster
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Bannon diz que seguirá 'lutando por Trump' após deixar Casa Branca

Pressão sobre assessor, um dos principais nomes da extrema direita americana, cresceu nos últimos dias em meio a relatos de tensões internas entre assessores do presidente e ele foi demitido

O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2017 | 13h57
Atualizado 18 Agosto 2017 | 20h15

WASHINGTON - Steve Bannon, o polêmico ex-estrategista de Donald Trump, prometeu nesta sexta-feira, 18, continuar lutando pelo presidente, mesmo fora da Casa Branca, em suas primeiras declarações após deixar o cargo.

"Se há alguma confusão por aí, permita-me esclarecer: estou partindo da Casa Branca, mas vou lutar por Trump contra seus adversários, no Capitólio, nos meios de comunicação e nas corporações americanas", disse Bannon à Bloomberg News.

O site Breitbart News, que Bannon dirigiu antes de se unir à equipe de Trump, anunciou seu regresso como  presidente executivo na tarde desta sexta-feira.

Trump demitiu Bannon nesta sexta-feira.  A porta voz da Casa-Branca, Sarah Huckabee-Sanders confirmou a saída do assessor, um dos principais nomes da extrema direita nacionalista na Casa Branca. Segundo ela, Bannon e o novo chefe de gabinete de Trump, John Kelly, concordaram que hoje seria o último dia dele no cargo. 

A pressão sobre Bannon cresceu nos últimos dias em meio a relatos de tensões internas entre assessores do presidente. Na quinta-feira, ele deu declarações contradizendo Trump  sobre a Coreia do Norte, o que, segundo relatos de fontes do governo, teria enfurecido Trump. 

Em entrevista coletiva na terça-feira, ainda sob o impacto da controvérsia envolvendo manifestações racistas e neonazistas em Charlottesville, Trump tinha defendido o assessor, mas deixou seu futuro em aberto. 

Segundo a Reuters, que cita fontes da Casa Branca, Kelly estava terminando um relatório sobre o desempenho de Bannon, que foi chefe de campanha de Trump. / AFP. NYT e REUTERS

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