EFE/ Olivier Douliery/ **POOL**
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Trump fala em viajar a Jerusalém para inaugurar embaixada dos EUA

'Estamos pensando em ir. Se puder, irei', disse Trump ao receber na Casa Branca o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu

O Estado de S.Paulo

05 Março 2018 | 16h50

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 5,  que pode viajar a Israel para inaugurar formalmente a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. No ano passado, o republicano ordenou a transferência da sede diplomática de Tel-Aviv para a cidade, que israelenses e palestinos reivindicam como capital. O novo prédio deve começar a funcionar em maio. As declarações foram dadas após Trump receber o premiê Binyamin Netanyahu na Casa Branca.  

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"Estamos pensando em ir. Se puder, irei", disse Trump ao receber na Casa Branca o primeiro-ministro israelense.

Trump não esclareceu se viajaria para o Jerusalém em maio ou mais adiante, dado que a intenção de Washington é inaugurar nessa data somente uma pequena delegação da missão diplomática, composta pelo próprio embaixador e poucos assessores, enquanto se constrói uma embaixada definitiva.

Além disso, Trump expressou otimismo a respeito do futuro dos seus esforços de paz entre israelenses e palestinos, apesar de sua decisão de transferir a Jerusalém a embaixada americana em Israel ter feito com que a Palestina descartasse o presidente dos EUA como mediador nesse processo.

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"Acredito que os palestinos querem voltar à mesa negociadora, querem muito. Se não fizerem isso, não teremos paz, e isso também é uma possibilidade", declarou Trump.

Netanyahu, por sua parte, agradeceu de novo ao "histórico" reconhecimento do Jerusalém como capital de Israel e comparou sua relevância com, entre outras coisas, a Declaração de Balfour de 1917, na qual o então secretário de Exteriores britânico prometeu aos judeus uma pátria no Oriente Médio.

"Isto é algo que nosso povo lembrará durante anos e anos", afirmou.

O premiê israelense também salientou a preocupação mútua sobre as atividades na região do Irã e disse que "é preciso deter" esse país. / EFE

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