Hilary Swift/The New York Times
Hilary Swift/The New York Times

Trump inclui movimento 'Antifa' na lista de organizações terroristas

Movimento ocorre em meio a uma onda crescente de protestos em diversas cidades americanas após o assassinato de George Floyd

Redação, O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2020 | 19h13

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste domingo, 31, que o governo incluirá o movimento de esquerda 'Antifa' (de antifascista) na lista de organizações terroristas. O movimento ocorre em meio a uma onda crescente de protestos em diversas cidades americanas após o assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos, pelo policial branco Derek Chauvin durante uma abordagem em Mineápolis, Minnesota.

Trump atribui as manifestações dos últimos cinco dias, com registros de incêndios, saques, depredações de viaturas e confrontos com a polícia marcados por bombas de gás e balas de borracha, a "extremistas radicais". Em uma série de tuítes, o presidente ainda elogiou as forças de segurança por controlarem a situação na noite de sábado, 30, na cidade onde o crime ocorreu.

O secretário de Justiça, William Barr, comunicou em nota que o FBI está identificando organizadores dos protestos:  "A violência organizada e conduzida pelo Antifas e outros grupos similares e o terrorismo interno serão tratados como tais".

Apesar dos esforços para conter os protestos, incluindo toques de recolher, interdição de algumas estradas e reforço policial, muitas prefeituras estão apreensivas com a possibilidade de uma sexta noite de manifestações violentas. Ontem, 350 pessoas foram detidas apenas na cidade de Nova York. O prefeito Bill de Blasio disse que há investigação da conduta de policiais, acusados de agressão e de avançar sobre manifestantes com viaturas.

Segundo a CNN, estas são as cidades com toque de recolher: Los Angeles, São Francisco e Beverly Hills (Califórnia), Denver (Colorado), Miami, Orange County (Flórida), Atlanta (Geórgia), Chicago (Illinois), Indianapolis (Indiana), Louisville (Kentucky), Detroit (Michigan), Mineápolis e St. Paul (Minnesota), Cincinnati, Cleveland, Columbus e Dayton (Ohio), Portland (Oregon), Philadelphia e Pittsburgh (Pensilvânia), Charleston (Carolina do Sul), Nashville (Tennessee), Dallas e San Antonio (Texas), Salt Lake City (Utah), Seattle (Washington) e Milwaukee (Wisconsin)./ REUTERS e AFP

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