Carlos Barria/Reuters
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Trump lamenta prisão de Bannon, mas nega envolvimento com projeto investigado

Presidente americano afirma não saber nada sobre a organização de arrecadação de recursos para a construção de um muro na fronteira com o México envolvida no caso investigado por procuradores federais

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2020 | 16h50

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 20, que se sente “muito mal” com a prisão de seu ex-estrategista Steve Bannon, mas afirmou que não sabe nada sobre a organização de arrecadação de recursos para a construção de um muro na fronteira com o México envolvida no caso investigado por procuradores federais.

"Eu me sinto muito mal, muito triste", afirmou o presidente ao ser questionado sobre a detenção em breve entrevista na Casa Branca, antes de se reunir com o primeiro-ministro do Iraque, Mustafa Al-Kadhimi.

Bannon, um arquiteto do populismo nacionalista que definiu a presidência de Trump, foi acusado de fraudar apoiadores de Trump com uma campanha para ajudar a construir um muro na fronteira com o México. “Eu me sinto muito mal. Não trato com ele há muito tempo”, disse Trump.

Bannon é uma das quatro pessoas presas nesta quinta-feira e acusadas de conspirarem para cometer fraude eletrônica e conspirarem para praticar lavagem de dinheiro, em um indiciamento a cargo de procuradores federais de Nova York.

Os procuradores acusaram os envolvidos de fraudar centenas de milhares de doadores por meio de uma campanha de financiamento coletivo de US$ 25 milhões (R$ 138,9) chamada We Build the Wall, disse o Departamento de Justiça. Cada um deles pode pegar até 40 anos de prisão.

“Não sei nada sobre o projeto, só sei que não gostei quando li a respeito dele, não gostei. Eu disse ‘isto é para o governo, não é para particulares’, e me pareceu pura exibição”, disse Trump.

A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, reiterou que "o presidente Trump não esteve envolvido com Steve Bannon desde a campanha e a primeira parte do mandato, e não conhece as pessoas envolvidas neste projeto"./REUTERS e EFE

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