AP Photo/John Minchillo
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Trump lamenta que primárias republicanas estejam ‘arranjadas’ contra ele

Magnata saiu prejudicado em Louisiana e Colorado em relação ao número de delegados obtidos, e disse que Partido Republicano está sendo controlado pelo Comitê Nacional Republicano, que atua contra ele

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2016 | 09h10

WASHINGTON - O pré-candidato à presidência dos EUA Donald Trump lamentou na terça-feira que o processo de primárias do Partido Republicano esteja "arranjado" contra ele, após os casos de Louisiana e Colorado, nos quais o magnata saiu prejudicado em relação ao número de delegados obtidos.

Em um encontro com eleitores do Estado de Nova York (o próximo a comparecer às urnas no processo de primárias), que foi televisionado pela emissora CNN e do qual participou ao lado de sua família, Trump disse conhecer as regras que orientam as primárias, mas acrescentou que está convencido de que estas estão arranjadas contra ele pelo establishment do partido.

"Mudaram as regras há alguns meses porque viram que eu estava indo bem (nas pesquisas) e isso não os agradava", disse Trump, que atualmente lidera a corrida para ser o candidato republicano. Contudo, ele terá dificuldades para alcançar os 1.237 delegados necessários para ser indicado automaticamente.

Cada Estado americano tem suas próprias regras quanto à organização das eleições primárias ou caucus (assembleias populares) e à divisão dos delegados que devem escolher um ou outro candidato na Convenção Nacional do partido em julho. O rival de Trump, o senador pelo Texas Ted Cruz, se mostrou especialmente hábil em se beneficiar delas.

No caso da Louisiana, o Estado sulista realizou primárias nas quais os eleitores escolheram Trump por uma pequena margem. No entanto, Cruz ficou com a maioria dos delegados em jogo.

O Colorado, por sua vez, não realizou eleições primárias, mas no último fim de semana celebrou uma convenção estadual do partido na qual foram escolhidos os delegados para a Convenção Nacional do Partido Republicano, e todos os 34 ficaram com Cruz.

Trump assegurou que o Partido Republicano está "100% controlado" pelo Comitê Nacional Republicano (o órgão de direção) e que este atua contra ele, porque não quer que o magnata seja o candidato.

A CNN está televisionando encontros com os candidatos e seus familiares. Por isso, Trump compareceu na terça-feira aos estúdios da emissora com sua mulher, Melania, e quatro de seus filhos - Donald Jr., Eric, Ivanka e Tiffany -, que destacaram aspectos pessoais e sobre a intimidade do empresário. /EFE

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