Baz Ratner/REUTERS
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Trump manda retirar 2,5 mil soldados do Afeganistão e do Iraque até 15 de janeiro

Departamento de Defesa reduzirá o número de soldados no Afeganistão de 4,5 mil para 2,5 mil e o número de forças no Iraque de 3 mil para 2,5 mil até 15 de janeiro, cinco dias antes de o republicano deixar o cargo

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 16h58
Atualizado 17 de novembro de 2020 | 21h42

WASHINGTON - O presidente Donald Trump ordenou nesta terça-feira, 17, que o Pentágono retire 2,5 mil soldados americanos do Afeganistão e do Iraque até meados de janeiro, como anunciou o secretário de Defesa em exercício, Christopher Miller. Segundo ele, a decisão do presidente cumpre sua promessa de levar as forças de volta para casa quando as condições para manter a segurança dos EUA e seus aliados tivessem sido alcançadas. 

O Departamento de Defesa reduzirá o número de soldados no Afeganistão de 4,5 mil para 2,5 mil e o número de forças no Iraque de 3 mil para 2,5 mil até 15 de janeiro, cinco dias antes de Trump deixar o cargo. A decisão "vem por recomendação" dos "altos oficiais militares de Trump", disse um alto funcionário da Defesa a repórteres antes do anúncio de Miller. 

O novo plano vai acelerar a retirada de tropas do Iraque e do Afeganistão nos últimos dias de Trump no cargo, apesar dos argumentos de oficiais militares em favor de uma retirada mais lenta e metódica. Trump se recusou a conceder sua derrota eleitoral ao democrata Joe Biden, que assumirá o cargo em 20 de janeiro.

"Devemos este momento aos muitos patriotas que fizeram o sacrifício final e aos nossos camaradas que carregam seu legado", disse Miller. "Juntos, lamentamos a perda de mais de 6,9 mil soldados americanos que deram suas vidas no Afeganistão e Iraque, e nunca esqueceremos os mais de 52 mil que têm as feridas da guerra, e todos aqueles que ainda carregam suas cicatrizes - visíveis e invisíveis."

A decisão no Afeganistão ocorre cerca de nove meses depois de o governo Trump e a milícia Taleban chegarem a um acordo para retirar todas as tropas dos EUA até maio próximo, se certas condições forem atendidas. 

Oficiais militares dos EUA levantaram preocupações sobre o compromisso do Taleban em cumprir os termos do acordo, citando um aumento na violência contra os afegãos desde que o acordo foi assinado e questões em aberto sobre se o grupo militante romperá com a rede terrorista Al-Qaeda.

Miller disse que os cortes de tropas são consistentes com os planos e objetivos estratégicos estabelecidos pelo governo, e baseados em conversas contínuas com conselheiros de segurança nacional em seu gabinete.

A redução das tropas havia sido antecipada na segunda-feira pela imprensa americana, que destacou que a promessa do presidente havia sido uma retirada até o fim deste ano, apesar da oposição de assessores militares e diplomáticos. 

 

Um oficial, que falou sob condição de anonimato à TV CNN, disse que os líderes militares foram informados no fim de semana sobre as retiradas planejadas./AP, REUTERS e W. Post 

 

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