REUTERS/Jonathan Ernst
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Trump muda importante assessora de cargo após críticas da primeira-dama

Casa Branca anuncia que Mira Ricardel, assessora-adjunta de Segurança Nacional da presidência, será deslocada para outro cargo, mas não revela qual

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2018 | 00h05

WASHINGTON - A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira que Mira Ricardel, assessora-adjunta de Segurança Nacional da presidência dos Estados Unidos, será deslocada para outro cargo no governo, uma decisão tomada um dia depois de o escritório da primeira-dama, Melania Trump, ter pedido abertamente a demissão da conselheira.

"Mira Ricardel seguirá apoiando o presidente ao deixar a Casa Branca e empreender uma transição para um novo cargo dentro do governo", disse a porta-voz de Donald Trump, Sarah Sanders.

"O presidente agradece pelo serviço prestado por Ricardel ao povo americano e pela ferranha defesa das prioridades (do governo) na segurança nacional", completou Sanders em comunicado.

A porta-voz da Casa Branca não explicou qual será o novo cargo de Ricardel, que até então estava abaixo apenas do assessor de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, tendo um papel de destaque nos debates sobre a política externa do governo americano.

Nesta quarta-feira, a diretora de comunicação da primeira-dama, Stephanie Grisham, publicou um comunicado afirmando que, de acordo com a primeira-dama, Ricardel não "merecia a honra" de servir ao governo.

Segundo vários veículos da imprensa americana, Ricardel discutiu com funcionários que trabalham para a primeira-dama sobre uma questão relacionada com a viagem de Melania à África em outubro.

O jornal "The Wall Street Journal" afirmou que Melania suspeitava que Ricardel havia feito vazar informações negativas sobre ela e sua equipe a jornais locais.

O "Journal" também revelou que a assessora tinha tido "diferenças políticas" com o secretário de Defesa, James Mattis.

Ricardel, de 58 anos, assumiu o cargo de assessora-adjunta de Segurança Nacional em maio, um mês depois de Trump indicar Bolton para substituir o general H.R. McMaster. / EFE

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