AP Photo/Evan Vucci
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Trump muda programa que dava status de refugiados a jovens centro-americanos

Concessão agora só será feita sob certos requisitos e de maneira muito mais seletiva

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 19h48

WASHINGTON - O governo do presidente Donald Trump modificou nesta quarta-feira um programa que permitia a solicitação do status de refugiado nos Estados Unidos a crianças e jovens imigrantes que fogem da violência na América Central, iniciado pelo seu predecessor, Barack Obama, em 2014.

A ordem pede aos funcionários que exerçam de maneira muito mais seletiva sua autoridade para admitir os imigrantes fora dos canais legais normais.

O Departamento de Segurança Nacional emitiu nesta quarta-feira a notificação pela qual, apenas sob certos requisitos, menores e jovens que demonstrem precisar fugir de casos de violência nos seus países (Guatemala, El Salvador e Honduras) possam obter permissão para ingressar nos EUA para viver e trabalhar temporariamente.

O Departamento indicou que a decisão de modificar o programa, conhecido como Liberdade Condicional, faz parte da ordem executiva do presidente Trump emitida em janeiro em matéria migratória.

Trump tentou conter o alto fluxo de jovens imigrantes centro-americanos ao intensificar a aplicação das leis migratórias no país, aumentando a busca e a detenção dos pais dos menores que se encontrem nos Estados Unidos.

"(O programa) Liberdade Condicional só será expedido caso a caso e apenas quando o solicitante demonstrar uma razão humanitária urgente ou um benefício público significativo para a liberdade condicional e que o solicitante merece um exercício favorável de discrição", detalhou o departamento em seu anúncio.

O programa foi estabelecido sob o governo Obama como uma maneira de lidar com uma incessante onda de crianças de El Salvador, Honduras e Guatemala que chegavam sozinhas à fronteira sul, sem a companhia de adultos.

Apesar de o antigo governo ter tentado dissuadir os pais das crianças de enviá-las a uma viagem tão perigosa, o programa evidenciou que os menores continuavam chegando à fronteira. / EFE

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