AFP PHOTO / Nicholas Kamm
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Trump diz estar 'disposto' a chegar a um pacto para proteger imigrantes, diferente dos democratas

Presidente americano afirmou que ‘os beneficiários do Daca deveriam saber que os democratas são os que não vão chegar a um acordo’; ele voltou a se defender das acusações de racismo após ter chamado algumas nações de ‘países de m****’

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2018 | 01h06
Atualizado 15 Janeiro 2018 | 10h24

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo 14 que está “pronto e disposto” a alcançar um acordo para proteger da deportação os imigrantes ilegais que foram levados ao país quando crianças, mas acredita que os democratas não querem a mesma coisa.

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"Estamos prontos, dispostos e em condições de chegar a um acordo sobre o Daca", disse Trump, referindo-se ao programa Ação Diferida para Chegadas de Crianças (em tradução livre), que protege os imigrantes que chegaram em condição ilegal aos EUA quando ainda eram crianças. "Não acredito que os democratas queiram chegar a um acordo. Os beneficiários do Daca deveriam saber que os democratas são os que não vão chegar a um acordo", alfinetou ele.

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Segundo Trump, o Daca "está provavelmente morto" e os congressistas democratas "não querem segurança na fronteira". "Há pessoas entrando aos montes. Não querem deter as drogas e querem tirar dinheiro dos nossos militares, algo que não podemos fazer", acrescentou.

Defesa

Ainda no domingo, o presidente americano insistiu que não é racista, após a onda de indignação causada por suas declarações sobre a imigração de cidadãos de "países de m****". "Não sou racista. Sou a pessoa menos racista que vocês já entrevistaram. Isso eu posso afirmar para vocês", disse ele aos jornalistas reunidos no Trump International Golf Club de West Palm Beach, na Flórida.

Na quinta-feira, durante uma reunião na Casa Branca com congressistas republicanos e democratas a respeito da reforma migratória, o presidente teria chamado países africanos, Haiti e El Salvador de "países de m****".

No dia seguinte, Trump se defendeu e negou no Twitter ter se referido dessa forma - conforme noticiado pelos jornais The Washington Post e The New York Times - a esses países. Um senador do Partido Democrata que participou do encontro confirmou, porém, as declarações do presidente. / REUTERS e AFP

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