Frederic J. Brown/AFP
Frederic J. Brown/AFP

Trump ofende muçulmanos e retoma polêmica sobre nacionalidade de Obama

Ele é um dos republicanos que há anos questionam se Obama é americano, o que fez com o que presidente mostrasse publicamente sua certidão de nascimento em 2011

O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2015 | 14h56

WASHINGTON - O magnata e pré-candidato republicano à presidência dos EUA Donald Trump voltou a ofender outro grupo social, após os imigrantes e as mulheres, ao não rejeitar comentários insultantes contra os muçulmanos em um encontro aberto a perguntas em Rochester (New Hampshire). Além disso, reavivou a polêmica de 2011 quando afirmou que o presidente Barack Obama não era americano. 

"Temos um problema neste país, que são os muçulmanos. Sabemos que nosso presidente é um deles, que não é se quer americano. Mas de todos modos, temos campos de treinamento onde querem nos matar. Minha pergunta é, quando poderemos nos desfazer deles?", perguntou a Trump um de seus seguidores.

O magnata não rejeitou a premissa e se limitou a responder: "Vamos analisar muitas coisas diferentes, muita gente está dizendo que estão ocorrendo coisas ruins, vamos analisar isso e muitas outras coisas".

Depois, outro eleitor tomou a palavra para dizer que aplaudia o homem que disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é um muçulmano nascido no exterior, a quem Trump respondeu com um "correto", antes de passar à seguinte pergunta.

Trump é um dos republicanos que há anos questionam se Obama é americano, o que fez com o que presidente mostrasse publicamente sua certidão de nascimento em 2011, na qual demonstrou que nasceu no Havaí em 1961.

Ao término do ato de Rochester, na quinta-feira pela noite, Trump evitou responder aos jornalistas que perguntaram por que não tinha rejeitado os comentários ofensivos contra os muçulmanos.

O diretor de campanha do magnata, Corey Lewandowski, disse depois à cadeia CNN que Trump não ouviu a pergunta sobre a religião de Obama. "Tudo o que ouviu foi uma pergunta sobre os campos de treinamento, e sobre isso disse que temos que analisá-lo", disse Lewandowski.

Entre as vozes críticas ao magnata está seu rival nas primárias republicanas Chris Christie, governador de New Jersey.  "Te digo o que eu teria feito, eu não teria permitido isso se alguém tivesse dito tal coisa em um encontro comigo. Eu teria dito, 'não, olha, antes de responder, deixemos claro algumas coisas para o resto da audiência'. Acredito que como líder temos a obrigação de fazer isso", afirmou hoje o republicano à cadeia NBC.

Desde as fileiras democratas, a candidata favorita, Hillary Clinton, reprovou a atitude do magnata em mensagem em sua conta da rede social Twitter. "É alarmante e totalmente errado que Trump não denunciou os comentários falsos sobre o presidente e a retórica de ódio contra os muçulmanos. Chega", escreveu a ex-secretária de Estado.

O segundo as enquetes democratas, o senador por Vermont Bernie Sanders, pediu por sua parte ao magnata que "peça perdão ao presidente e aos cidadãos por continuar mentindo ao dizer que não é americano e nem cristão". / EFE

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