AP Photo/Alex Brandon
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Trump oferece acordo sobre imigração para encerrar paralisação, mas ainda quer dinheiro para muro

Presidente está sob pressão para encerrar a paralisação, com cada vez mais americanos culpando-o por se recusar a assinar os projetos de orçamento que pagariam os salários de 800 mil funcionários do governo federal prejudicados

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2019 | 19h28

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs neste sábado, 19, um acordo com o objetivo de encerrar uma paralisação parcial do governo que já dura 29 dias, oferecendo um meio-termo aos democratas quanto à imigração, mas mantendo-se firme em sua exigência de financiamento para um muro na fronteira sul, com o México. Democratas, porém, recusaram a oferta, dizendo que ele deve encerrar a paralisação primeiro. 

Em um discurso proferido na Casa Branca, Trump voltou a exigir US$ 5,7 bilhões para financiar o muro. Em contrapartida, ofereceu apoio para uma legislação sobre o programa de Ação Posterior para Chegadas de Crianças (Daca, na sigla em inglês) direcionado a jovens conhecidos como “sonhadores”, assim como portadores de status de proteção temporária (TPS, na sigla em inglês), estendendo a proteção aos imigrantes beneficiados por deles.

"Os dois lados em Washington têm de simplesmente se reunir, ouvir um ao outro, baixar suas armas, construir confiança, superar o isolamento e encontrar soluções", disse. 

No entanto, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que a oferta era uma compilação de várias iniciativas anteriormente rejeitadas, cada uma das quais “inaceitável”. Para Pelosi, a oferta “não representa um esforço de boa-fé para restaurar garantias às vidas das pessoas”. Democratas criticaram a proposta, dizendo que ela não oferece uma solução permanente para esses imigrantes.

Paralisação

Trump está sob pressão para encerrar a paralisação, com cada vez mais americanos culpando-o por se recusar a assinar os projetos de orçamento que pagariam os salários de 800 mil funcionários do governo federal que estão ociosos ou trabalhando sem receber há quase um mês, na maior paralisação do governo na história dos EUA.

Trump disse a repórteres no gramado sul da Casa Branca neste sábado que não tem uma briga pessoal com Pelosi, a principal membro do Partido Democrata. Ela e outros democratas se opõem ao muro, dizendo que é caro demais, ineficaz e imoral.

“Seja pessoal ou não, não é pessoal para mim”, disse Trump. “Ela está absolutamente sob controle da esquerda radical. Acho que é uma coisa muito ruim para ela. Eu acho que é uma coisa muito ruim para os democratas.”

Trump também disse que está preocupado com uma nova onda de imigrantes que está se movimentando pelo México em direção à fronteira americana.

“Estou decepcionado porque o México não está impedindo-os. Quer dizer, o México parece impotente para impedi-los, infelizmente”, disse ele. “Se tivéssemos um muro, não teríamos o problema.” / REUTERS e AFP

 

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