Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Trump oferece ajuda a pais de bebê britânico com doença grave

Os pais de Charlie Gard batalham nos tribunais para mantê-lo com vida e querem levá-lo aos Estados Unidos para que seja submetido a um tratamento

O Estado de S.Paulo

03 Julho 2017 | 15h04

WASHINGTON - O presidente americano Donald Trump ofereceu nesta segunda-feira, 3, ajuda aos pais de Charlie Gard, um bebê britânico de 10 meses afetado por uma doença genética rara, depois que a justiça do Reino Unido autorizou a retirada dos aparelhos que o mantém com vida, contra a vontade dos pais.

"Se pudermos ajudar o pequeno #CharlieGard, como pedem nossos amigos do Reino Unido e o papa, ficaremos felizes de fazer isso", tuitou Trump.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) autorizou no dia 27 a interrupção da ventilação artificial que mantém Charlie vivo, ratificando a decisão da justiça britânica.

Os pais de Charlie, Connie Yates e Chris Gard, batalham nos tribunais para mantê-lo com vida e querem levá-lo aos Estados Unidos para que seja submetido a um tratamento.

No domingo, o papa Francisco entrou no debate ao dizer que apoia Yates e Gard e acompanha o caso com "emoção".

O pontífice "reza por eles com a esperança de que seu desejo de acompanhar e cuidar do seu filho não seja desprezado", indicou o Vaticano em um comunicado.

O hospital onde está internado, o Great Ormond Street Hospital de Londres, pediu à Justiça autorização para interromper a ventilação artificial do bebê e fornecer a ele os cuidados paliativos.

A Alta Corte britânica deu razão ao hospital em 6 de junho, destacando que a perspectiva de cura do bebê era baixa e continuar com um tratamento sem um resultado positivo realista só prolongaria o seu sofrimento. 

Os aparelhos deveriam ter sido desligados na sexta-feira, mas após o pedido dos pais, o hospital decidiu adiar a decisão para "dar mais tempo à família" para se despedir da criança. / AFP

Mais conteúdo sobre:
Grã-BretanhaReino Unido

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.