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Trump pede a Erdogan que limite operações na Síria

Líder americano quer que Turquia evite ações que levem à morte de civis e a confrontos entre forças turcas e dos EUA

O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2018 | 20h32

ANCARA - O presidente americano, Donald Trump, telefonou nesta quarta-feira a seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, e pediu que limite suas operações militares – lançadas contra as milícias curdas na cidade síria de Afrin – para evitar a morte de civis e o aumento de refugiados. 

Segundo a Casa Branca, ele também pediu a Erdogan que evite ações que possam levar a um confronto entre as forças turcas e americanas na Síria. Horas antes, Erdogan havia anunciado que a Turquia pretendia ampliar sua operação militar à cidade de Manbech, uma medida que poderia levar choques com seu aliado na Otan.

A operação aérea e terrestre da Turquia, que entrou ontem no quinto dia, tem como alvo as milícias curdas, apoiadas pelos EUA, na cidade de Afrin. A Turquia considera a milícia das Unidades de Proteção Popular (YPG, nas siglas em turco) uma extensão dos insurgentes curdos que há três décadas lutam pela criação de um Curdistão independente na Turquia.

Mais de 2 mil membros das forças especiais americanas atuam com as YPG contra o EI ao leste do Rio Eufrates, onde os extremistas mantêm suas últimas fortalezas na Síria.

+ Turquia exige que EUA retirem apoio a curdos na Síria

Uma ampliação da ofensiva a Manbech, cerca de 100 quilômetros de Afrin, também poderia ameaçar os planos dos EUA de estabilizar uma grande parte do nordeste da Síria.

Ainda nesta quarta-feira, Erdogan acusou o ex-presidente Barack Obama de ter enganado seu país por não cumprir sua promessa de expulsar os “terroristas” da área de Manbech, ocupada pelas milícias da YPG desde 2016.

“Manbech é 95% árabe. Não há curdos ali. Não cumpriram sua promessa”, insistiu Erdogan, assegurando que seu país limpará completamente a fronteira de terroristas, começando por Manbech.

Ele afirmou que houve entre sete e oito baixas entre as tropas turcas e seus aliados da milícia do Exército Livre Sírio. Ao mesmo tempo, cifrou em 268 as baixas entre as YPG.

As autoridades da Turquia detiveram até agora 150 pessoas por criticarem nas redes sociais a invasão militar do enclave curdo de Afrin, informou a agência de notícias turca Anadolu. / EFE e AFP

 

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